Deixei um comentário lá na casa da ruiva sobre um tema que anda na minha cabeça nos últimos dias. Aí resolvi trazer a discussão aqui pros meus estimados, fiéis e qualificados leitores.
Sou da opinião de que a imprensa devia ser proibida de cobrir o depoimento. Estamos tratando os traficantes (e criminosos de maneira geral) como celebridades. Primeira medida necessária: proibir a divulgação desses apelidos. “M*rcola” se tornou um nome tão vazio de significado quanto “Garrincha”. O cidadão Marcos das Quantas, sim, esse foi condenado e está cumprindo sua pena. M*rcola é quem? M*rcola é um pop-star? Ora, façam-me o favor. Bjs
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Em tempo, antes que me joguem ovos: não, eu não estou comparando o M*rcola ao Garrincha, meu povo, perlamore! Estou fazendo uma comparação semântica, ok? Tá bom. Mais bjs
Em defesa dos meus coleguinhas jornalistas, tão atacados, especialmente por mim mesma, devo dizer que aplaudo a inciativa das organizações Globo, que não divulgam mais os nomes das facções criminosas. Só acho que está na hora de darmos um passo adiante na moralização do imaginário popular.
E vocês, o que acham?
-Monix-
Update: comentário da Carol
Ó, vou dar um depoimento. Como “repórti” que vira e mexe cobre a área policial, posso garantir que a bandidagem de-tes-ta falar com jornalistas/veículos que tentam agir com um mínimo de compostura. Por aqui eles só dão entrevista para os programas mega sensacionalistas das TVS regionais. Quando a gente fala que é do jornal tal, eles fazem bico e “esnobam”, porque sabem que não terão muito espaço, sabem que a gente vai ouvir o controvertido “outro lado”… Enfim, sem pretensão de achar que faço certo, tenho certeza que eles adoram publicidade.
Ah! E, Monix, adorei e vou adotar a “moralização do imaginário popular”. Isso resume a solução para grande parte dos problemas que me atormentam todo dia.
Outro update, meu mesmo
Resolvi retirar a citação ao nome do bandido, em nome da coerência (embora não seja artigo da casa). Não vai ser por minha causa que esse cidadão ganhará mais uma referência no google (são mais de 700 mil, incluindo uma página na Wikipedia – a falta de links é proposital).
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