E a história da masturbação na novela? Nossa, que babado. Eu vi. Por incrível que pareça, logo eu, assumidamente alienada, que não vejo nem os telejornais obrigatórios, assisti a essa pérola, que certamente vai entrar para a história dos piores momentos da TV brasileira. Como diz o Kibe Loko, muito mais informação do que eu precisava.
Caetano Veloso é que tinha razão: “é bom saber o que dizer e o que não dizer na frente das crianças”.
O limite entre o bom senso e o moralismo puro e simples é mesmo difícil de estabelecer. Mas é importante pensarmos nisso, não só em função das crianças, mas em função de nós mesmos. Até que ponto queremos chegar, em nome de um suposto liberalismo comportamental? Queremos mesmo saber da intimidade alheia com esse nível de detalhes? Eu não. Pelo menos não em rede nacional. Talvez num chopinho com as amigas. As minhas amigas, claro, não as celebridades.
Talvez o primeiro passo seja questionar quem é que decide o que eu quero ou preciso saber. Meu filho de 4 anos não assiste a programação da TV, nem em casa nem fora, não quando eu posso evitar (com exceção dos desenhos da Futura e do SBT matinal, além de DVDs do acervo próprio, olha que menino chique). Já expliquei a ele que somos nós que mandamos na televisão, e não o contrário. Não sei se ele entendeu. Espero que um dia entenda. Quem controla o controle remoto? Ou é ele que nos controla? That’s the question.
-Monix-
PS – Esse post surgiu a partir de um comentário que deixei aqui.
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