
O Homem Pássaro de antigamente ganhou um escritório de advocacia e atende no Adult Swim do Cartoon Network, com o nome de Harvey Birdman Atorney at Law. Ele recebe, como clientes, personagens como Fred Flintstone (para resolver problemas com a Máfia), Dr. Quest (brigando com Race Bannon pela guarda de Johnny e Hadji), o Esquilo sem Grilo (acusado de atentado ao pudor), e também os Jetsons, que vêm do futuro remoto de 2002 para processar seus “antepassados” por destruírem o planeta. O episódio é engraçadíssimo, porque mostra os atrapalhados Jetsons e suas supostas modernidades futuristas se confrontarem com o microondas, o telefone celular e mais um monte de tecnologias que em tão pouco tempo se tornaram essenciais para nós. Em duas décadas tanta coisa mudou que a gente quase nem percebe que a ficção científica de fato virou realidade, embora de um jeito bem diferente do que imaginávamos. Nossos carros não voam, não temos robôs-domésticas (opa, essa parte talvez possa ser representada pelos operadores de telemarketing, será?), mas se você pensar bem, vai dizer que esse tal de Iphone não é praticamente um milagre? Ou alguém me convence que entende como é que aquilo funciona?
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Só sei que a única tecnologia de ficção científica que eu realmente queria que inventassem ainda está longe de virar realidade: o teletransportador de moléculas (se bem que os cientistas já obtiveram resultados em escala nano).
Daí que quando vi o trailer de Jumper, fiquei bem curiosa pra assistir uma tentativa ficcional de mostrar essa habilidade que tanto me atrai. Só que o filme é tão bobo, o roteiro tão tosco, que nem os efeitos especiais, as locações maravilhosas e a incrível capacidade do protagonista de se transportar para qualquer lugar do mundo com um pulo conseguiram me emocionar.
Continuo aguardando o futuro chegar, nem que seja no cinema.
-Monix-
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O mais grave, na minha opinião, é que a lei e a forma de sua execução não rompem com o que lhe deu origem, que é o comportamento abusivo, intimidador e agressivo de certos homens. A voz asséptica do Metrô informa que “o carro das mulheres é uma questão de cidadania”, do mesmo modo e tom que lembra da importância de dar lugar aos idosos, mas não se trata da mesma coisa! Cede-se lugar aos mais velhos por gentileza, mas reservam-se vagões exclusivos para mulheres porque elas sofrem abusos, porque alguns homens sentem-se no direito de assediar uma mulher independente da aceitação dela ou não. E porque às mulheres não é dado apoio ou incentivo para denunciar esses atos. Ao contrário: muitas de nós, eu entre essas, somos educadas para evitar confusão, simplesmente “sair de perto”, “não criar caso”.