Sou só eu ou alguém mais vê relação direta entre as duas notícias assinaladas em vermelho (retiradas da editoria Rio do Globo Online)?
Sou só eu ou alguém aí também tem mais medo dos motoristas-assassinos-furadores-de-sinal que dos assaltantes?
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O mais assustador é constatar que, ao decidir desligar os radares à noite em vez de iluminar a cidade e - medida impensável nos tempos que correm – aumentar o número de policiais patrulhando as ruas de madrugada, a mensagem que as autoridades passam é: corram, corram o máximo que puderem, e salve-se quem puder!
-Monix-
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Monix, só tem um detalhe que você esqueceu e que, obviamente, a suíte não contemplou: o absurdo da indústria de multas orquestrada pela prefeitura, com apoio do Detran.
Meu pai está prestes a perder a carteira por conta disso. Ele é um senhor de 72 anos e a última coisa que ele faz é furar assassinamente os sinais vermelhos. Bastou a ele olhar para o lado e atravessar civilizadamente pela madrugada. Pronto: a multa chegou certeira. Quanto a mim, eu tenho um Uno Branco. Chegou-me uma multa de radar com a foto de um Picasso preto. Eu recorri, explicando que meu carro não era aquele e levando o documento que o comprova. O recurso foi solenemente indeferido. Kafka puro.
Numa boa, eu não sou contra o desligamento dos radares. Contra assassinos furadores de sinal, prefiro soluções mais efetivas, como restrição de publicidade e comércio de bebidas ou de horários de funcionamento de bares e afins.
Abs.
Monix, tenho a mesma impressão que você. Tudo incentiva a venda indiscriminada de mais e mais carros, e ao abuso cada vez maior da velocidade e do avanço de sinais.
É tudo muito estranho e sem sentido.
deve ser a mesma teoria que explica q é mais barato construir presídios do que escolas, novas práticas administrativas criadas por nossos governantes e assinadas por nós.
VP falou e disse!!!
Não sei o que é pior: a indústria da multa, que existe aí no Rio, aqui em SP, e creio, no país inteiro, ou o governo que se deu por vencido na luta contra a violência. Aqui em SP os números da imprudência são outros: os acidentes com motos são catastróficos, mas não aparecem na grande mídia pois ocorrem, em sua maioria, com motoboys.