Experiência

Meu amigo Christian enviou uma entrevista do jornalista Paulo Henrique Amorim na qual ele traça um impiedoso painel do jornalismo brasileiro contemporâneo. Concordemos ou não, trajetória para isso ele tem. Então vale a pena a leitura, embora não haja ali nada de realmente novo pra quem lê o Amorim, ainda que eventualmente.

O que mais me agradou foram pontos fora do eixo principal da entrevista: a carioquice exibida com orgulho e graça, no final; a opinião sobre Paulo Francis (pra mim, uma farsa) e uma história saborosíssima, com a qual eu me identifiquei imediatamente:

Conhece a história do Rubem Braga? Era colunista da revista Manchete. Um dia ele foi pedir aumento ao Adolfo Bloch, que respondeu: ´Você escreve isso aí em meia hora´. Aí o Rubem rebateu: ´Eu escrevo isso aí em quarenta anos e meia hora´.

Helê

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4 Respostas

  1. Nossa eu me identifico a beça com essa história sobre o Rubem Braga. Mesmo não sendo jornalista o que foi um acidente.Beijos para vcs meninas. To sumida até do meu blog!

    Oi, Gisele, bom te ver por aqui novamente!
    Aquele Abraço,
    Helê

  2. Depois da leitura, sabe o que pensei que seria interessante? Já que o Pop e o capitalismo não poupam ninguém, que se ampliasse, cada vez mais, a consciência de que a informação jornalística é um produto. Como outro qualquer, nessa nossa gigantesca e global sociedade de consumo. Se imparcialidade é ilusão, em termos gerais, os órgãos de imprensa que passam a imagem de portador d”A verdade” dos fatos, deliberadamente mascarando os seus (os dos donos) reais princípios e posições políticas, cometem no mínimo uma impostura conveniente.

    No mais, tô com o Braguinha e não abro.

    Beijos pra vc e Monix,
    r

  3. Muito bom.
    Eu adotei uma destas histórias que chegam por powerpoint (é, eu sou louco, abro todos).
    Depois de várias tentativas frustradas um empresário chama um técnico para consertar o computador. Depois de apertar um parafuso, tudo funciona e a nota é de mil reau. O empresário esbraveja, como? mil para apertar um parafuso? Como que vc me detalha esta nota?
    Simples: apertar o parafuso – 1 reau. Saber que parafuso apertar – 999 reau.
    E eu ainda tenho que ouvir palpites e soluções de engenheiros de obra pronta, que ainda não entrou na conta. Mas… deveria.

  4. A história do Rubem Braga deve ser verdadeira, porque me foi contada por um amigo, um velho jornalista que chefiou a Manchete na época em que o cronista trabalhava lá. Mas a versão que conheço é mais interessante pelo jogo de palavras. Adolfo teria dito “você escreve isso aí em trinta minutos”, e Braga teria respondido “trinta minutos… e trinta anos” – obviamente fazendo referência à sua trajetória de escritor e à sua experiência de vida.

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