. fui entrevistada para trabalhar numa fábrica de armas não-letais,
. visitei um Criad e vi mudanças no Degase;
. participei de uma seleção em que oito das dez candidatas usavam preto & branco (fora eu e outra ousada),
. aprendi a preencher um recibo de RPA;
. descobri a diferença entre marinha mercante e militar e também o que ‘prático’ é uma profissão;
. fiz um frila para a melhor colônia de férias do Rio, o Gato Mia;
. escrevi sobre os perigos da toalha molhada, como escolher seu criado mudo, as melhores cortinas, campeonato de videogame, conservando seu edredom;
. levei meses para receber por um serviço;
. dei uma palestra sobre raça & gênero, com powerpoint e tudo, e o roteiro foi feito a partir de posts e uma pleilist publicados aqui;
. recebi a big help from my friends, as usual,
. e também a solidariedade de gente que nunca me viu, como a generosa Daniela Arrais;
. entre essas pessoas está a Maria Amélia, que me ensinou a cobrar pelo meu trabalho tendo em mente esta pérola : “Não me peça de graça a única coisa que posso vender”.
Foram meses de incerteza e temor, cujos aprendizados e cicatrizes ainda se fazem sentir. Talvez a gente nunca se recupere totalmente do rombo na autoestima, e persista uma vaga insegurança, uma permanente intranquilidade – que a gente tem que domar e transformar em inquietação criativa e propulsora, evitando a paranoia. Mais uma tarefa complexa nessa brincadeira sem volta de ser gente grande.
Helê
PS: Este post não deve ser lido separadamente – o comentário do Chris complementa e enriquece a conversa – porque vocês sabem, conversar com os leitores é a nossa pretensão mor
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