Obama’s pictures

(via tuíter da Lívia – thanks, prima)

Helê

Despicable me

Recomendo “Meu malvado favoritodicumforça. Bem feito, inteligente, com tiradas bacanas para os adultos que não atrapalham os pequenos. E engraçadíssimo, dei muitas e altas gargalhadas – em companhia da Primeira Leitora, Ana Paula Urbanamente Medeiros. O filme contraria certa tendência dos atuais infantis, que misturam humor com uma boa dose de emoção, como uma espécie de pedágio a ser pago antes ou depois de se largar rindo desbragadamente (sei de gente que desidratou nos recentes e excelentes ‘Up’ e ‘Toy Story 3’). Não que eu não tenha vertido uma lagriminha básica em “Meu malvado favorito” – porque, you know, “a pessoa é para o que nasce”. Mas é quase 100% de diversão e graça.

Helê

Em meses de desemprego…

. fui entrevistada para trabalhar numa fábrica de armas não-letais,

. visitei um Criad e vi mudanças no Degase;

. participei de uma seleção em que oito das dez candidatas usavam preto & branco (fora eu e outra ousada),

. aprendi a preencher um recibo de RPA;

. descobri a diferença entre marinha mercante e militar e também o que ‘prático’ é uma profissão;

. fiz um frila para a melhor colônia de férias do Rio, o Gato Mia;

. escrevi sobre os perigos da toalha molhada, como escolher seu criado mudo, as melhores cortinas, campeonato de videogame, conservando seu edredom;

. levei meses para receber por um serviço;

. dei uma palestra sobre raça & gênero, com powerpoint e tudo, e o roteiro foi feito a partir de posts e uma pleilist publicados aqui;

. recebi  a big help from my friends, as usual,

. e também a solidariedade de gente que nunca me viu, como a generosa Daniela Arrais;

. entre essas pessoas está a Maria Amélia, que me ensinou a cobrar pelo meu trabalho tendo em mente esta pérola : “Não me peça de graça a única coisa que posso vender”.

Foram meses de incerteza e temor, cujos aprendizados e cicatrizes ainda se fazem sentir. Talvez a gente nunca se recupere totalmente do rombo na autoestima, e persista uma vaga insegurança, uma permanente intranquilidade – que a gente tem que domar e transformar em inquietação criativa e propulsora, evitando a paranoia. Mais uma tarefa complexa nessa brincadeira sem volta de ser gente grande.

Helê

PS: Este post não deve ser lido separadamente – o comentário do Chris complementa e enriquece a conversa – porque vocês sabem, conversar com os leitores é a nossa pretensão mor ;-)

Beijo para os pais

Helê

Bom finde!

(amor-fati)

Helê

Eles se superam

Não é a primeira vez – e provavemente não será a última – que eu reposto aqui uma imagem do Big Picture, mas eles realmente se superam – não apenas na qualidade das fotos, mas sobretudo nas pautas. Essa é sobre casamento entre indivíduos do mesmo sexo em várias partes do mundo, e merece a visita. Há imagens belas, divertidas e comoventes, muitas das quais transmitem cumplicidade, orgulho e afeição que, às vezes, faltam nos tradicionais álbuns de casamento.

Depois de ter pasado em revista todos os posts do blogue, não consigo evitar citar o post de la Otra de março de 2007, que é uma citação do Plínio Marcos: “Só dois tipos de pessoas querem se casar atualmente: bichas e padres”. Que bom que, pelo menos em alguns lugares, os primeiros possam. Justly married, como já defendi aqui.

Helê

Papal

Gentem, me segura que eu vou ter um troço.

Sabem quem está na Caras dessa semana mostrando a intimidade? Ele mesmo, Bentão.

Bento XVI mostra a sua intimidade

Eu não sou católica, graças a Deus.

Porque se fosse, sei lá, não ia respeitar uma sua santidade que posa pra Caras. Na boa, não rola.

Helê

To get

Os caras de uma banda chamada New radicals* defendem que you only get what you give, o que soa um tanto cínico e interesseiro, meio ‘toma lá, dá cá’ –  mas a canção é boa e não se pode dizer que eles estão errados de todo (*acho graça nesse nome só de pensar no oposto, “old radicals”).

Já o Jimmy Cliff, com o sempre ensolarado reggae, garante que you can get it if you really want it –  não sem tentar bastante.  Funcionou pro Jack Nicholson, ao menos, numa cena hilária de “Alguém tem que ceder” em que ele quer voltar à atividade sexual depois de um infarte.

Gregory House diz a que veio no primeiro episódio da série, quando cita “o filósofo Jagger”.  Ninguém soa mais verdadeiro para mim que Mick ao advertir que you can’t always get what you want. Um clássico inconteste, um verso conciso, áspero  e belo. Depois de repetir a sentença –  uma, duas vezes, talvez para aniquilar qualquer dúvida ou otimismo inconsequente -, ele reconhece a possibilidade de que, sometimes, you just might find what you need. Dureza a vida real, né?

Sabendo de toda essa dificuldade, Janis Joplin aconselhou com sua voz rascante e urgente: não dispense amor e afeição,  get it while you can. Para alguém que teve uma vida tão curta quanto intensa, a canção tem ares quase premonitórios.

Michael Jackson teve a mesma sacada, quando ainda era preto, no que eu creio que foi seu primeiro sucesso solo. Ainda não havia ali a angústia embebida em solidão, álcool e outras cositas mais de Dona Janis, mas outro tipo de premência: a avidez juvenil, aquela que quer sorver a vida em grandes goles. Michael, ainda muito jovem, já era esperto o suficiente para decretar: don’t  stop ’til you get enough.

**

Apenas um pretexto para uma pleilist. Ou uma lição de inglês sobre o verbo to get. Ou umas canções que me ocorreram porque ultimamente I can’t  get no (satisfaction), at all. But I try.

Ou ainda um jeito diferente (e barato) de desejar que o Christian, no dia do aniversário dele, gets everything he wants, needs  & deserves. Para um dos nossos mais leais leitores, tudo de bom e  só as melhores canções.

Helê

Oi?

Divórcios gays são difíceis

Jura?! Achei que fosse facinho, facinho… Thanks for noticed!

Helê



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