Esse verão só não será o das bolinhas ou da Praça Paris porque a instalação ficou pouco tempo em cartaz. Ficasse mais um bocado e já seria eleita point da estação, como ocorre sempre aos não muito criativos editores de segundo caderno. De todo modo, “Silêncio Total em Paris” será inesquecível para quem pode usufruir da ludicidade e beleza proporcionadas pela experiência. Não por acaso, nas duas vezes que fui tive encontros inesperados e a continuação do programa foi igualmente prazerosa: seguiu-se ao passeio circular pela praça – tradição interiorana, como bem lembrou Ana Paula – papo com amigos queridos encontrados sem muita (ou com nenhuma) combinação, regado a chopp e risadas, no melhor estilo carioca de viver, sobretudo (n)o verão.
Por tudo isso, quando vi Giancarlo Neri, responsável pela obra, tive o impulso de abordá-lo e agradecer pelo que nos proporcionou, a nós cariocas e à cidade. Só depois que ele se afastou me dei conta de que não tirei uma foto com ele. Lamentei mas ao mesmo tempo fiquei meio prosa de mim mesma, por ainda ter e seguir impulsos, e por não sobrepor o registro à fruição do momento. E quando falei com ele nem tinha visto essa placa, que achei de uma gentileza incomum :
Helê
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Ô, deus, e eu que não vi essa plaquinha? Invasão nenhuma, poesia concreta assim é sempre bem-vinda nessa cidade! Eu não teria ido se vcs não tivessem feito a propaganda antes. Porque acho que nem foi tão divulgado assim. Meu sonho é que iniciativas como essa se multiplicassem por toda a cidade, em todos os bairros, não só no centro e zonal sul.
Nosso sonho, Ana, vamos seguir sonhando juntas, vaique?
Beijo!
Helê
Eu adorei tudo, a instalação, a multidão, o silêncio em falta e sobretudo a companhia. Que se repita com mais frequência, sem que pra isso um italiano gentil tenha que nos chamar.
Beijos mil
Né mesmo? Eu também adorei, o chopp depois coroou o programa.
Beijoca!
Helê
Pois é… Helê… “Máximo silêncio” = Máxima gentileza.
O Rio, quando o deixam “falar”, é pura gentileza! E como gentileza gera gentileza (nunca é demais repetir esse mantra), agradeço a Giancarlo Neri por nos lembrar disso!
bjs Cae
Beijoca, Cae, adoro encontrar vc por aqui!
H.
Que pena nao estar ai para ver a exposiçao. Fiquei imaginando o efeito.
Vou procurar me informar sobre esse artista italiano que, pelo visto, é mais gentil que seus compatriotas (de modo geral, claro).
Ja coloquei o blog no Pulse do Iphone. Assim asseguro a leitura diaria. Para comentar é mais complicado, mas tentarei faze-lo com mais frequencia.
Beijinhos
Nem sei como funciona isso, Gabys, mas gostei da ideia do coração das Fridas pulsando pelaí…
Beijo grande,
Helê