Tipo assim

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“Isso é uma bilbioteca, querido – tipo uma versão antiga da  web”

(Do Bookporn via yuksekokce)

Helê

Dia dos Homens

Uma das tradições aqui no Dufas é o Dia do Visitante Anônimo, quando conclamamos nossa ampla (cof, cof) mas tímida audiência a se manifestar nos comentários, dando um alô, deixando pegadas, trocando uns dedim de prosa (que afinal é o que a gente espera desse blogue, nada menos; um pouco mais, se possível).  Esse dia chegará (sua periodicidade é Quando Dá Na Venta), mas hoje eu quero propor uma variação macha do DVA: quero convidar os rapazes, leitores eventuais ou juramentados deste mui leal e heróico blogue, a se apresentarem na caixa de comentários. Porque outro dia, ao responder o comentário de um deles, eu fui enumerando os caras que passam por aqui e me surpreendi: eram mais do que eu pensava – e isso contando apenas os mais presentes. Então chegou a hora dessa homarada, bronzeada ou não, mostrar seu valor e responder à chamada das Fridas, que eu quero ver quantos homens se faz um blogue feminino. Pode dizer como chegou até aqui, se vem sempre, ou apenas dizer “presente!”. Las Fridas agradecem, encantadas.

(Fonte: worldofafrica)

Helê

Dufas no Face

Imagem

Vocês sabem que o blogue tem uma página no facebook, né? Bom, vocês conhcem minha filosofia de vida/mantra/ lema, o Vaique. Vai que não? Vai que tem alguém que chegou agora e perdeu esse episódio? Para esses e outros desavisados, segue nosso endereço na pracinha atualmente mais frequentada da internet. Curta a página, indique para os amigos – temos 188 seguidores e a gente gosta de número redondo, vocês sabem. (Meu objetivo secreto é ter 1 milhão de amigos, igual ao Roberto, e pedir um real pra cada um. Mas fica entre nós, heim?)

Helê

Visitando o passado

How to be a Retronaut  é site interessantíssimo com um  nome estranho, que  tem o seguinte lema: “O passado é um país estrangeiro. Este é seu passaporte”. Um país vasto no qual cabem desde ilustrações do século 18 até fotos da década de 1970. Há sempre surpresas nessas viagens, costumes e personagens que encontramos inesperadamente perto ou distante de onde pensávamos que estavam. Veja exemplos e tire seu passaporte.

Matéria da Playboy de 1969 fala sobre a ‘linguagem das pernas”

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Etiqueta no cinema, 1910′s (alguns deveriam ser reeditados)

 

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E essa família, você conhece? A foto é de 1987

The Osbournes

Helê

Gritos e sussurros

Rede de Intrigas é um filme clássico para quem estuda Comunicação. Assisti pouco tempo depois de me formar, e confesso que não gostei muito – na época, achei que o filme tinha envelhecido mal, que estava datado, que não fazia muito sentido para alguém que, como eu, estava imersa na cultura quase-cyber dos anos 1990.

A trama do filme é a seguinte: o âncora Howard Beale, cuja popularidade está em queda, é demitido da emissora e surta ao vivo. Em determinado momento do filme, ele conclama os espectadores a correrem para a janela e gritar “I’m as mad as hell and I’m not going to take it anymore”, num brado coletivo contra tudo isso que está aí. Para mim, pareceu meio caricato e inverossímil: quem iria para janela gritar, ainda mais uma frase como essa, sem um bordão claro nem objetivo específico?

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Pois é, mas o mundo gira e a Lusitana roda (gente, calma, esse slogan não é do meu tempo não, tá?) e de repente cheguei à conclusão que na era das redes sociais todo mundo grita na janela. O Twitter é lotado de pessoas repetindo “I’m as mad as hell and I’m not going to take it anymore”, sem um bordão claro nem um objetivo específico.

O interessante é que, como costuma acontecer, o “sistema” já tomou conta dessa gritaria na janela. As empresas monitoram redes, criam relacionamento, buscam relevância e tudo mais. O que não deixa de ser uma coisa boa.

Agora com licença que vou ali fechar a janela. Muito barulho.

-Monix-

Para Ju e Lau

A propósito da última coluna das Motherns na Revista TPM .

Pensando nelas me vem a imagem da ciranda, e a Rádio Cabeça começa a tocar a “Ciranda de Lia”, aquela de Itamaracá. Essa ciranda que nos deu foi Juliana Sampaio e Laura Guimarães Corrêa, que moram em Beagá. Essa ciranda que continua a girar, na qual entrei navegando e da qual já sei que jamais sairei, porque somos, afinal, amigas de infância: da infância dos nossos filhos, da nossa infância na rede, irmãs em armas, parceiras na vida.

Um amor escrito nos uniu: registrado num livro de visitas que subverteu sua origem e virou mesa de bar, consultório, confessionário, sofá, twitter e facebook antes de existirem, livro antes de ser publicado, programa antes de ser transmitido. Esse amor, agora gravado no chip da nossa memória afetiva e coletiva, manterá essa ciranda girando para além de nós, movimentando energias poderosas que elas captaram, nós potencializamos e devolvemos pro espaço cibernético, convertendo virtual em vital.

Será mesmo o fim de uma Era? Talvez seja apenas o mundo finalmente acompanhado vocês que, espertas, já não estão onde se espera encontrar, porque mentes sensíveis e corações perspicazes são mesmo de natureza inquieta e fugidia. Mas a conexão estabelecida não cai nem se perde: pulsa na frequência do nosso bem querer. Gratidão e carinho eternos.

(En Masse via conflictingheart)

Helê

O pior sentimento do mundo – posts inesquecíveis

Gosto muito do Letters of note , embora visite pouco.  Trata-se de um  site com uma proposta tão simples que se explica em poucas palavras: “correspondence deserving for a wider audience”. Publica cartas, postais, telegramas  cujo conteúdo, contexto ou personagens despertam interesse. Difícil lembrar quando conhecemos um site pela primeira vez, mas tenho certeza que fui fisgada por essa carta do Thom Yorke, do Radiohead, por quem passei a nutrir enorme simpatia. As palavras delicadas, certeiras e reconfortantes de Yorke definitivamente merecem uma audiência maior.

” Cara  melissa,

Eu espero que você consiga sair de sua cidade e conhecer o mundo. O pior sentimento do mundo é achar que ninguém mais se sente do mesmo jeito que você, mas você ficaria surpresa ao descobrir quantas pessoas são assim. Espero que você esteja bem hoje.

com amor, Thom.”

 Dando crédito a quem de direito: cheguei até esta carta e ao site por um post do Trabalho sujo.
Helê

Posts inesquecíveis – Ela fala e sai andando

Vivendo e aprendendo a brigar! 
Dois meninos brigavam. Ambos de 6 anos.
Berros e mais berros, um na cara do outro. Como era hora do recreio e nenhum dos dois demonstrava que partiria para as vias de fato, fiquei por perto, observando sem interferir.
- É você!
- Não! É você!
- Eu, não! Quem fala primeiro é que é!
Nada original. Nada diferente do que vejo diariamente. Até que (DESCULPEM A MÁ PALAVRA, MAS PRECISO REPETIR EXATAMENTE COMO ACONTECEU)…
- FOOOOOODA-SE!
- Repete! Repete se você é homem!
- FOOOOOODA-SE!
- Se eu sou FODA-SE, você é… é…. Ah! Você é BURRO-SE, IDIOTA-SE E MELECA-SE!
Os amiguinhos em volta riram. O boquinha suja ficou magoado e chorou. Entre uma lágrima e outra, acusava seu amigo de ter sido “muito vilão!”. Agora vejam só o que é um palavrão  usado sem ciência… tsc, tsc, tsc… Para um menino de 6 anos, “burro-se”, “idiota-se” e “meleca-se” são agressões muito mais concretas do que o tal do “foda-se” que ele sabe que é feio, mas nem faz idéia do que significa. Anotei.  E de vez em quando vou sair distribuindo muitos “meleca-se”, para quem quiser ouvir.
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Li esse post graças à La Otra, que o compartilhou no antigo GReader (aquele troço que era bom exatamente porque te dava acesso a posts e blogs que você não conhecia, via recomendação de amigos. Agora virou aquela forçação de barra compulsória do g+, blé). O grande mérito do texto está na capacidade de observação da autora, tanto do que acontecia ali quanto do modus operandi das crianças. Divirto-me com ele todas as vezes que leio, e de vez em quando, estando muito brava mas bem-humorada, extravaso com um sonoro “meleca-se!”.
(Naturally me Ashley via Melissa Carpenter )
Helê

Força para quem precisa

Cheguei nesse tumblr porque vi uma foto lincada por uma amiga querida, a Fer Werneck, e gostei do nome. Chegando lá, descobri que é da Elisa Mendes, uma das autoras de um dos blogs mais bacanas atualmente no ar, o 365 nuncas. O título expressa sua paixão e no “About” soube do perrengue: Elisa teve sua máquina roubada, e por isso está vendendo algumas dessas fotos para conseguir comprar uma nova.  Tem dez minutos que tudo isso aconteceu (ver a foto, entrar no tumblr), eu nunca vi a Elisa na vida, mas acho o blog dela e da Steffania muito bacana e imagino o quanto deve ser angustiante ficar sem algo tão valioso. Então segue esse post aqui num impulso solidário, torcendo para que dê tudo certo e avisando para quem se interessar em ajudar.

Vai lá no Fotografo porque preciso e dá uma força – a que você puder.

Helê

Défict de atenção: quem nunca?

(Armas de Distração em Massa, via casosfortuitos)

E instrumentos de trabalho, ao mesmo tempo. Como lidar?

Dilemas desses tempos muito modernos…

Helê

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