Publicado em Quarta-feira, 8 Agosto, 2012 por dufas
A última vez que acompanhei uma novela foi há exatos dez anos, quando estava grávida do meu filho e assistia O Clone enquanto fazia repouso absoluto durante oito longas semanas. Depois nunca mais me animei, até porque cada vez vejo menos televisão, por motivos de falta de concentração e desinteresse generalizado.
Daí que de repente me vi contagiada pela febre atual, a eletrizante Avenida Brasil. Se até a Veja considera que a vingança de Carminha é o assunto mais importante do país, na semana do julgamento do mensalão, quem sou eu para ir contra a maré? (Trabalhamos com ironia.)
Mas, como a última vez que assisti novela meu filho ainda estava na barriga (ver acima), ele ficou meio indignado com a novidade. “Quero minha mãe nerd de volta!” Aí eu expliquei que na verdade estou acompanhando Avenida Brasil para poder ter assunto no Facebook. Nerdice define.
Como eu detesto spoiler, não entrarei em detalhes. Direi apenas que sim, valeu a torcida, o episódio final, ou melhor, os dois últimos foram brilhantes como House. Ainda que se tenha recorrido a expedientes já usados, teve diálogos memoráveis, trilha sonora impecável e grandes atuações , tudo que fez dessa uma série acima da média. Terminou à altura de seu protagonista, de quem eu vou morrer de saudades (#timaiafellings). Ainda bem que Hugh Laurie contina por aí, sem bengala nem vicodim, confortavelmente instalado na minha Mansão*…
House se aproxima do fim e eu aguardo ansiosa, torcendo para que termine à altura do fascinante personagem criado por David Shore, brilhantemente interpretado por Hugh Laurie. Sentirei muitas saudades desse crápula charmoso, mas é o que se pode esperar, depois de oito temporadas.
Sou uma veterana nesse tipo de programa: acompanhei finais históricos como os de Friends, Seinfield, e Sex and the City , além de outros menos famosos mas igualmente bacanas como Will & Grace, Brothers & Sisters e Os anos Incríveis. E aprendi que, mais doloroso que o fim, é ver uma boa série virar um pastiche de si mesma. Em geral, na 3ª temporada a série atinge a maturidade: já existe certa familiaridade com os personagens, mas ainda é possível surpreender, divertir e emocionar. Poucas conseguem chegar à quinta mantendo o interesse; na sétima já forçam a barra.
Amo House desde sempre, vocês sabem, desde que este blogue era laranja e antes do programa ter sido o mais visto no mundo. Mas, seguindo a ordem natural dos seriados, perdeu fôlego com o tempo. Nas duas primeiras temporadas, esse doutor genial e intratável fascinou a audiência – além de nos alarmar com uma quantidade inimaginável de doenças bizarras. Depois, os responsáveis pela série realizaram um exercício ousado: após demarcar com firmeza os contornos do personagem, foram retirando dele características que o definiam para observar o que sobrava. O médico manco, solitário, viciado, misantropo, voltou a andar em uma das temporadas, na outra reencontrou a ex-mulher, depois brigou com o único amigo, deixou o vício e por fim se apaixonou. O começo das temporadas sempre trazia uma pergunta: quem é House sem a bengala? E sem Vicodin? E sem Wilson? Quem é House apaixonado? O mais incrível é que a todas ele resistiu e continuou a ser Gregory House.
Outra estratégia dos roteiristas foi criar oponentes para o protagonista. Alguns foram episódicos, outros permaneceram por quase toda uma ‘season’, como um diretor do hospital, Vogler. Nem todos funcionaram – o policial que o perseguiu era chatíssimo; o melhor de todos foi o psiquiatra vivido por Andre Braugher, o único que parecia realmente à altura de House e que conseguiu dobrá-lo no memorável episódio “Broken”, talvez o melhor da série. Nesse especial que abriu a sexta temporada, House está internado num manicômio, curando-se do vício, e vai ao inferno. Tem atitudes absurdas, sofre feito um cão e por isso fica mais humano, frágil e vulnerável como nunca. Exceto pela temporada seguinte, quando finalmente vive um romance com Cuddy. Aliás, quanto mais vulnerável House, maior a maestria de Hugh Laurie: nessas situações ele demonstra todo o seu talento, entregando todo o desespero do personagem com apenas um olhar ou uma respiração fora do compasso.
Esse clip mostra alguns desses momentos:
Na série como na vida “irreal”, o maior problema de House é House, um personagem extraordinário, coerente dentro do caos de sua lógica, que nos intriga, exaspera e, no último minuto, encanta. Mas nenhuma série vive de um único personagem, por mais fantástico que ele seja. As tramas paralelas nunca empolgaram realmente. Cameron e Chase talvez, Foreman e Thirteen em alguns momentos, Taub e suas mulheres nunca. Nas últimas temporadas, sobretudo na oitava, os roteiristas estão repetindo situações, casos e até personagem: a Park de agora é apenas uma reencarnação da outra estudante CDF esquisita, a Masters da temporada 7.
Embora o programa já tivesse enfraquecido, teria sido excelente se terminasse na temporada passada, com House confirmando sua inabilidade para o amor ou superando a si mesmo e a todas as expectativas. Mas não o fizeram, e com a inesperada saída de Lisa Edelstein, nunca saberemos se eles teriam conseguido ficar juntos. Como de costume, a 8ª temporada teve um excelente começo, com o médico preso, mas durou apenas um capítulo. Logo ele estava solto e sem freio, como o House lá do começo, praticamente sem limites, fazendo tudo aquilo que já o vimos fazer.
Então quando o fim se confirmou eu não lamentei verdadeiramente, porque a série já deu o que tinha que dar. E reconhecer o fim o torna mais palatável, por incrível que pareça. Como disse no início, desejo apenas que os roteiristas se despeçam com a excelência que cabe a esse personagem que nós odiamos amar.
Publicado em Quarta-feira, 12 Outubro, 2011 por dufas
Estou assistindo a uma série de TV chamada Mad Men, que mostra a vida de um publicitário (e do universo de pessoas com quem ele convive) no início dos anos 1960. É uma produção muito bem cuidada, que teve suas quatro temporadas premiadas com um Emmy (é uma façanha, principalmente se considerarmos que este ano eles bateram nada menos que Game of Thrones, da HBO).
O roteiro é primoroso e equilibra o ambiente de trabalho e os ambientes domésticos da maioria dos personagens, e não apenas dos principais, de uma maneira que nunca vi ser feita antes, nem na TV, nem no cinema, nem na literatura. Nós conhecemos aqueles personagens em todas as suas dimensões, e por isso conseguimos formar um retrato completo de cada um deles. Na maioria das vezes, as histórias são contadas a partir das relações no trabalho (House, 30 Rock) ou das relações privadas (Seinfeld, Friends), e podemos até ter pinceladas sobre o “outro lado”, mas são só isso – pinceladas. Em Mad Men, é diferente.
Outro ponto forte é a reconstituição de época, tão bem feita que muitas vezes me senti transportada por uma máquina do tempo, para 50 anos atrás. (E não é essa a função da ficção, no fim das contas?) Não falo apenas da caracterização, dos figurinos, dos cenários, mas sim do espírito do tempo, que está todo lá. As pessoas fumam, o tempo todo. Grávidas fumam (e bebem). Fuma-se dentro dos escritórios e até no avião. A enfermeira pergunta à parturiente se ela “pretende amamentar” – e a resposta é não. Cada profissional tem uma sala, com porta fechada e, na maioria dos casos, uma secretária. O pai é o provedor da família, e quando ele manda as crianças para o quarto, elas obedecem sem pestanejar. As donas de casa cozinham, e quando os maridos chegam em casa encontram o jantar servido.
À primeira vista a série parece extremamente machista, mas ao fim e ao cabo, os tempos eram assim. Há diversas personagens femininas fortes e interessantes. Todas elas têm nomes e sobrenomes. Elas conversam entre si o tempo todo. Sobre inúmeros assuntos, inclusive homens. E se você está ligada(o) no meu raciocínio, isso significa que Mad Men faz parte do seleto grupo de obras de ficção que conseguiu passar no teste de Bechdel.
Por fim, outro mérito da produção é escapar do olhar romântico que costumamos lançar sobre aquele período pós-segunda Guerra e pré-movimento hippie, mais ou menos entre 1946 e 1968. Não há ingenuidade ali. As pessoas viviam um tempo de mudanças e sabiam disso. Eles se achavam – e eram – tão modernos com suas máquinas de escrever elétricas, seus projetores de slides e seus telefones de baquelite quanto nós somos com nossos iPads, TVs de LED e smartphones.
-Monix-
O engraçado é que o mesmo tema era visto por essa geração, em um tom cômico e portanto obviamente mais superficial, de forma bem mais inocente, em Bewitched (A Feiticeira).
Publicado em Terça-feira, 22 Fevereiro, 2011 por dufas
Eu não costumo rir “de verdade” quando leio. Acho muita graça no que é engraçado, mas não rio alto.
Essa informação é só para vocês entenderem o quanto me diverti lendo o “Meu Pai Fala Cada M*erda“, livro inspirado num perfil do Twitter que, por sua vez, inspirou a série de TV $#*! My Dad Says. Mal conseguia conter as gargalhadas e devorei a leitura em uma noite.
Na televisão, o pai do protagonista é William Shatner, que numa atuação impagável traz à vida o adorável rabugento Ed Goodson. O roteiro reúne dezenas de tiradas engraçadíssimas a cada episódio. Mas o livro é mais do que isso.
Em “Meu Pai Fala Cada M*rda”, o verdadeiro personagem é Sam Halpern, um médico pai de três filhos que simplesmente não tem papas na língua. A diferença em relação à sitcom – que, obviamente, precisa de um protagonista mais caricato – é que o homem da vida real é quase um sábio, com uma visão de mundo bastante peculiar e, surpreendentemente, um pai amorosíssimo, disposto a proteger seus filhos acima de tudo. Claro que fica meio difícil perceber o amor paterno contido por trás de frases como
“Não me interessa a hora que você volta para casa, simplesmente não me acorde. A regra é esta: não me acorde.”
, mas quando o filho Justin – o autor do livro – dá uma escapulida de fim de semana até o México sem avisar em casa, ouve do pai a seguinte bronca:
“Mal posso esperar para que você tenha um filho e se preocupe com ele. Você nunca para de se preocupar com os filhos. É um inferno. Trate de ver bem onde é que você enfia seu pau porque está é a sua vida, esta droga aqui.”
Sam e Justin Halpern são dois caras muito bacanas, que mostram que o afeto entre pais e filhos às vezes segue caminhos meio tortuosos, mas está lá quando se aprende a enxergá-lo.
Publicado em Quarta-feira, 11 Agosto, 2010 por dufas
Esse é um período árido e difícil – e eu não me refiro a agosto ou ao inverno, mas à entressafra de minisséries. As novas temporadas só começam em setembro; inédito só Glee, que eu acompanho com a pequena, é a nossa série. É ruim em muitos aspectos, mas o personagem principal, a música, nos mantém ligadas.
Para suportar a ausência de Gregory House na minha vida, baixei algumas coisas na internet, enquanto seu doctor não vem. A já citada ‘The good wife’ tem bons diálogos, como disse a Grazi, e eu sou chegada a uma court room. Mas aquela mulé se descabela muito pouco pros meus parâmetros, viu? Muito pheena, praticamente uma Monix. Sigo vendo, sem empolgação.
De “How I met your mother” só vi o primeiro; achei bacaninha mas com uma indisfarçável vontade de ser Friends”. ‘Hung’ me venderam como comédia mas tem mais angústia do que eu esperava. Na sétima temporada “Wil & Grace” já haviam já perdido a mão, mas Jack MacFarland e Karen Walker sempre valem a pena. “Entourage” e “Damages” ainda aguardam uma chance.
Até agora a boa surpresa foi “The Modern Family”. Divertidíssimo. O casal gay que adota um bebê, o coroa que casa com uma mulher muito mais jovem cujo filho tem a idade dos netos dele; e até a versão standard , paimãetrêsfilhos: todos pertencem à mesma família - esse potente gerador de amor & neuroses que, por isso mesmo, é uma fonte inesgotável de comédia.
Outro dia estava em uma reunião e minha interlocutora tentou fazer uma comparação entre determinada situação de trabalho e uma propaganda da(o?) B*tic*rio. Aí eu tive que fazer aquela famosa cara de paisagem e dizer que não sabia do que ela estava falando, porque não assisto televisão.
Era uma reunião tensa, em que várias coisas difíceis foram ditas, mas este foi o único momento em que ela esboçou uma reação mais, digamos, intensa. Deu um pulo para trás na cadeira e perguntou: “Quem não assiste TV?” Eu devo ter feito uma cara meio ridícula, e ela, tentando consertar, emendou: “Que assunto têm essas pessoas?”
Bom, achei melhor não responder, mas vá lá: além de temas de interesse mais geral, tipo filmes, livros, política, restaurantes, viagens, notícias, eventualmente até fofocas de celebridades (ninguém é de ferro), na maior parte do tempo falo de coisas que aconteceram comigo, ué. Falo sobre meu filho, minha família, meu namorado, meu trabalho, sei lá. Falo da minha vida, e não da vida dos outros, eu acho. Nunca parei para medir (alguém sabe se já inventaram algum tipo de assuntômetro?), mas uma coisa eu garanto: falta de assunto é um mal de que eu definitivamente não padeço.
-Monix-
Update: contribuição das Organizações Drops para o debate bom, veruca, vc vê. eu, que vejo televisão o dia todo faço a mais absoluta questão de não saber nada. Quando a minha boa mãe entra no meu quarto dizendo “você viu que…”, imediatamente eu começo a ouvir aquele som que o Homer Simpson ouve quando a Marge fala com ele, aquele nhomnhomnhomnhomnhom enquanto no cerebrinho dele a gente vê ele dançando tango com um macaco. Ao contrário da Monca que busca a informação, eu vivo aqui, nessa bolha suspensa, morreu, não sei, casou, ah?, ministro qual?, que terremoto?, foi? Leio os mesmo livros, ouço Chico-Bach-Paulinho da Viola-Premê-Vanzolini, vejo o mesmo Henrique V e só sei quando descobrem um dinossauro novo ou um templo novo no egito (cês viram aquele em alexandria que prova que os faraós da dinastia dos ptolomaicos seviam aos antigos deuses? do carááááleo), pq meu irmãozinho – que sabe bem o monte de estrume que eu sou – faz os mais divertidos clippings do universo, e me abastece. “Bi, o vaticano comprou outro telescópio, aqueles cornos”. E o pior, eu nem quero debater. Nas minha raras mesas de bar, começou aquele assuntinho “a visão do diretor”, “a viagem do lula pra cuba”, “a sociedade a nível de universo”, eu pego meu copo e vou pro balcão. Quer dizer, velha, chata, inútil e alienada, ainda por cima. E, pra piorar tudo, ainda roubo e-mails de vcs pro livro novo. É uma calhordice sem fim, minha mãe tem razão. Fal
Esse é nome do último episódio da Mansão Foster para amigos imaginários, um dos meus desenhos contemporâneos favoritos. Foi exibido há menos de um mês, mas eu ainda não me conformo. Inclusive porque o fim de um desenho é algo estranhíssimo, se você pensar bem. Você sabe qual é, por exemplo, o episódio derradeiro do Pica-pau, ou do Manda Chuva? Parece que eles nunca deixaram de ser feitos: nós é que crescemos e deixamos de assistir, apenas. Talvez por isso eu tenha me sentido um pouco abandonada com o fim daquela que, afinal, é uma foster’s home.
Houve um tempo que que eu parava tudo que estava fazendo, duas vezes por dia, para assistir com minha filha. Tinha o apelo e a delícia de ser um ritual com filhote, claro, mas a verdade é que era eu a maior fã desse desenho animado. A idéia toda é muito boa: uma menino de 8 anos, Mac, tem que se livrar do seu amigo imaginário, o Bloo, porque sua mãe diz que ele está muito velho para ter amigos desse tipo. Além disso, Mac vive sendo atormentado pelo irmão mais velho, de 13 anos, o Terrível. Assim, ele encontra a Mansão, que abriga amigos imaginários até que eles sejam adotados – por crianças que não são criativas o suficiente para imaginá-los, por exemplo.
Na Mansão, que por dentro é ainda maior do que parece por fora, moram, entre outros, Eduardo, um monstro medroso e chorão com sotaque espanhol; Duquesa, a mais esnobe e intragável ocupante da casa, uma figura cubista; e o Sr. Coelho, mordomo formalíssimo e cheio de regras – que depois descobrimos ser o primeiro amigo imaginário da Madame Foster, a velhinha coquete dona da Mansão que certamente é mais doida que todos os personagens. Frankie, neta da Madame, ajuda o Sr. Coelho a gerenciar a casa (e só depois de algum tempo eu percebi que ela e vó têm praticamente a mesma roupa).
Apesar dos protagonistas serem Mac e Bloo, nem sempre as histórias giram em torno deles, exclusivamente. A Mansão é uma casa muito louca, com infinitos amigos, cada um com a aparência mais extravagante que o outro. Há uma relação muito especial entre os amigos e seus donos: num episódio, por exemplo, Mac tenta ajudar Ivan, um amigo imaginário com dezenas de olhos que perdeu-se de seu dono, um menino cego.
Bloo, cujo nome completo é Blooregard Q. Kazoo, é o extremo oposto de Mac: egoísta, irresponsável, desobediente, aventureiro. Interessante foi ler nessa entrevista do autor, Craig McCraken, que ele perdeu o pai aos 7 anos, e que é como se Bloo fosse ele antes dessa perda, e Mac a criança que ele se tornou depois. Fiquei me perguntando quantas sessões ele levou pra concluir isso…
A Mansão Foster era um desenho belo, que conseguia harmonia visual a despeito do carnaval de personagens que por ela passava. Também os enredos era criativos, com personagens inusitados como a menina hiperativa (e carente) que não conseguia parar de imaginar amigos, superlotando a Mansão. Ou os temíveis rabiscos, que eram rascunhos de amigos imaginados por bebês, que não conseguiam formar um amigo completo, apenas rabiscos desorientados.
Bom, mas o fato é que a Mansão fechou. Pelo que compreendi da entrevista já citada, a opção foi “parar no auge”, enquanto o desenho ainda era um sucesso. Foram seis temporadas e várias premiações. Consola-me o saber que em pouco tempo estarão disponíveis em dvd, e que nada é mais exibido na tv a cabo do que reprise. Também aguardo o que mais sairá da cabeça de McCraken, meu ídolo: se mais não fosse, porque ele simplesmente é o pai das Meninas Superpoderosas (ah, e também trabalhou no Laboratório do Dexter).
Helê
PS: Horas atrás foi publicado, erroneamente, um rascunho do post. Desculpe os que leram o anterior, esse é o que vale
Publicado em Quarta-feira, 24 Junho, 2009 por dufas
Nenhum orgulho em confessar, muito pelo contrário. Mas é fato: eu simplesmente não consigo ver programas de viagem. Nenhum. Os de mulé-modelo-gostosa que vai pra lugar paradisíaco então, nem pensar (era especialidade do Sportv) . Mas mesmo os mais bacanas como “O Brasil é aqui”, que tinha no GNT; e despojados como o “Vai pra onde?” , do Multishow, eu fico igual a sua vó, incomodada. Vejo um episódio, um trecho e largo de mão. Depois de muito matutar descobri o motivo : a mais pura e genuína inveja. Pronto, falei.com.br.