Dia 22 – So you think you can dance (um musical)

Quando contei a história do filme para o meu namorado ele me chamou de feminista de meia-tigela. Afinal, esta adaptação do rapto das Sabinas mostra sete irmãos levando à força para uma fazenda isolada pela neve sete moças que não têm importância nenhuma no filme além de servirem de esposas para os rapazes.

Mas o interessante é que apesar de realmente a premissa ser essa, a personagem principal, a mais forte e a que conduz o filme na ponta dos dedos é Milly, a primeira a se casar, a mulher de Adam, o irmão mais velho. E aos poucos o afeto vai transformando a todos, tanto os irmãos quanto as “noivas”.

No elenco dos irmãos, quase todos são artistas de circo, e não apenas dançarinos. Adam canta, e os demais dançam incrivelmente, além de fazer todo tipo de acrobacias. São carismáticos, simpáticos, charmosos os irmãos Pontipee. É muito amor.

-Monix-

 

Sete Noivas para Sete Irmãos

 

 

Dia 21 – Preto no Branco (Um Noir)

Não é um filme noir segundo a definição clássica.

Mas é preto e branco, é um suspense que eu adoro, tem a Ingrid Bergman lindinha e o Charles Boyer malvadão, é uma história de arrepiar e eu queria citar este filme aqui. Então pronto: o título de hoje é À Meia Luz (“Gaslight”).

 

 

-Monix-

 

Dia 20 – Uma comédia romântica

Este é o meu confort movie, aquele que eu revejo quando as coisas estão ruins, para me lembrar de que há um lugar no mundo onde tudo termina bem. A delicadeza da história contada por Nora Ephron toma corpo nas belas interpretações de Meg Ryan e Billy Cristal – depois, ambos foram tachados de chatos, cafonas etc., mas neste filme estão no ponto alto de suas carreiras. E ainda tem a Carrie Fischer sem as tranças de princesa Leia. E os casais de verdade no sofá que depois virou inspiração pros comerciais da Brastemp. E a deliciosa cena do “I’ll have what she’s having”*, que você pode ver aí embaixo. AMO/SOU Harry e Sally.

 

 

-Monix-

* A frase não estava no roteiro – foi um “caco” incluído pela mãe do diretor, que fazia figuração comendo um lanche na mesa ao lado. :-)

Dia 19 – Um Faroeste

E eu que não gosto de faroeste tinha que escolher o mais polêmico de todos.

 

Brokeback Mountain

 

-Monix-

Dia 18 – Uma Animação

Porque meu avô querido da infância era o Bagui – uma tentativa tatibitate de apelidá-lo em homenagem à pantera Baguera -, minha animação favorita tem que ser Mogli. Porque esse nosso batalhão é uma instituição. E queremos o necessário, somente o necessário – o extraordinário é demais.

Mogli é de um tempo em que os desenhos da Disney tinham um estilo que nunca mais se repetiu – como os personagens longilíneos de 101 Dálmatas e A Bela Adormecida, por exemplo. Mas ao contrário dos outros longas do estúdio – pelo menos até então – a ambientação não era nada europeia, e sim uma floresta tropical, que combinou de modo muito interessante com uma trilha jazzística de arrasar. A dublagem brasileira também é inesquecível, cujo ponto alto é o MPB-4 cantando a música doa abutres.

Sem dúvida, meu filme de animação inesquecível.

-Monix-

Dia 17 – Brasileirão

O Céu de Suely pode não ser o filme mais badalado do cinema brasileiro, muito menos o de mais sucesso, nem do ponto de vista da crítica nem do público. Talvez nem mesmo possa ser classificado como o meu favorito, mas foi o primeiro que me veio à cabeça e acho que sei o por quê: foi um filme que me fez vivenciar o drama como se fosse meu, como se eu estivesse ali, naquele interior do nordeste. Sem nunca ter sequer passado por lugares como aqueles, eu estive lá.

-Monix-

Dia 16 – Um-Durão-Que-No-Fundo-É-Coração-Mole

Ah, não tem outro. Tem que ser o John McLane, aquele que é Duro de Matar, capaz de levar um terrorista a um ataque de nervos. Tudo para salvar o mundo, a mulher, a filha etc.

 

 

-Monix-

 

 

Dia 15 – Um Horizonte (Fotografia inesquecível)

Paisagens lindas não necessariamente dão em uma boa fotografia e vice-versa, mas em Beleza Roubada Bernardo Bertolucci consegue juntar tudo isso e garantir um filme que é um poema visual.

 

 

De bônus, uma Liv Tyler novinha, no filme que abriu para ela as portas do sucesso internacional.

-Monix-

 

 

 

Dia 14 – Batendo Papo (um diálogo)

Bom, gente. Depois de uma longa e tenebrosa ausência, é preciso terminar o que comecei. Então faz de conta que estive sempre aqui e vamos em frente.*

Tem uma frase que eu adoro e uso sempre. Não chega a ser um diálogo, mas é uma lição de vida. Serve inclusive fora de contexto – a personagem se refere à dinâmica familiar, mas eu uso muito no trabalho também. A frase é: “isso aqui é uma família, não é uma democracia não!”

 

 

Adoro essa ideia. Tem momentos em que não dá para perguntar a opinião de todo mundo. Em caso de doença, por exemplo. Um médico amigo da família dizia: tem que saber quem é o “dono” do doente. E por aí vai. Eu em geral quero mais é que decidam e me comuniquem.

-Monix-

 * Aproveitando o início da temporada de premiações da indústria cinematográfica, o timing até que está bom.

Dia 13 – Uma roubada cinematográfica

Na década de 1980 eu era uma adolescente idealista que acreditava no cinema nacional e na turma “meio-intelectual-meio-de-esquerda” (na época o nome que usávamos era “esquerda festiva”, em tom bem mais pejorativo). Não que minhas simpatias tenham mudado tanto assim – continuo sendo muito mais TV Mulher que Xou da Xuxa – mas provavelmente hoje em dia eu teria mais capacidade de farejar o tamanho da roubada antes de comprar o ingresso para assistir a Tanga – Deu no New York Times.

 

 

Dirigido pelo Henfil, o herói da resistência pela via do humor, o filme é constrangedoramente ruim. Só de rever o trailer para escrever este post já tenho vontade de cavar um buraco e me esconder lá dentro até passar a síndrome de vergonha alheia.

 

-Monix-

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