A Paris

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(Wanderlust)

Hele

La question qui se pose

Comme la Gargouille de Notre Dame, je me demande: avons-nous les lecteurs à Paris?

Si oui, s’il vous plaît présentez-vous dans les commentaires.

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(Do quadro  Paris, França, do meu Pinterest)

(Se houver eles lerão em português, eu sei. Mas tudo dito em francês é mais charmoso, n’est pas? ;-) )

Helê

Monix Day!

Sim, é o hoje o dia de enviar  chamegos, cheiros, regalos, afagos e o que mais possar agradar nossa mui hermosa Monix!

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Sóciamada,

quando pensei neste post a primeira imagem que me veio à cabeça foi essa – e olha que foto  em que você está bonita não falta, vamos mandar a real. Mas nessa você está feliz. Eu me lembro vividamente, embora tenha sido tirada há alguns anos,  num dia qualquer .  Certo, foi um dia de férias, mas era um dia de semana de um novembro comum em que a gente foi à praia, prosaico programa carioca. Mas a gente se divertiu tanto, papeou e riu,  se perdeu, se achou e foi muito feliz nesse dia qualquer de um novembro comum. É o que te desejo hoje, querida:  dias que nasçam  comuns e terminem simples, adorável e surpreendentemente felizes.

Feliz aniversário!!!\o/\o/\o/

Helê

Pastilhas Garota (porque drops, só a Fal*)

Especial Corrida

hortelaHá toda uma população específica que você encontra quando corre bem cedo. Gente que eu teria dificuldade em reconhecer em outro horário, sob outra luz, do mesmo modo que a gente acha familiar mas não se lembra de onde conhece aquela pessoa que encontra sem uniforme.

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Entre o povo da manhã estão os que saem com cachorro, os porteiros de prédio, os funcionários públicos mais educados ever, os garis, e uma espécie ameaçada de extinção: os entregadores de jornal.

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Sair antes do sol, e ainda por cima correndo, desperta diferentes sentimentos nos que cruzam nosso caminho, perceptíveis mesmo numa olhada que dura centésimos. Percebo admiração, inveja, incredulidade, desprezo, às vezes mais de uma emoção em uma só pessoa. Ou isso ou eu ainda estou sonhando.

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Você aprende a dirigir quando consegue executar as múltiplas ações que a tarefa envolve sem pensar nelas. Quando a gente corre acontece algo semelhante: a partir de certo ponto, vira algo totalmente orgânico, eu diria até espontâneo. Porque no início você fica pensando na postura, na respiração, na passada, ‘como cinco minutos demoram!’, ’será que aguento até o fim’?, ‘Caraca, só passou um minuto desde que olhei a última vez!’. Mas chega um tempo em que você corre pensando cada vez menos no ato em si, presta atenção na música dos fones, pensa nas tarefas do dia, tem epifanias e discussões mentais consigo mesmo e de repente se lembra que está correndo, há algum tempo, sem se dar conta disso. Uma alegre surpresa.

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Meu maior perigo são os sinais vermelhos porque eles me obrigam a parar. Daí ozotros podem perceber que eu canto, danço, toco air guitar, air drum, uma air band inteira enquanto corro. Como passo batida, dá pra disfarçar, mas no sinal… Outro dia eu e a pequena vimos uma mulher com roupa de ginástica fazendo passinhos esperando o sinal fechar. Eu quase a abracei, em solidariedade.

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Helê

*Drops da Fal, o legítmo, que não solta as tiras, não é byer mas é bão.

Voltar a correr

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(Do Curves in colors)

Sim, mes amis, eu voltei a correr, como já sabem aqueles que me encontram na pracinha do feicibuqui. Tem sido um grande prazer, impulsionado pelo desejo de emagrecer e com inúmeros bônus no percurso. E o auxílio luxuoso do meu treinador, Marcello Morone.

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De algum modo, em algum registro que não sei precisar qual eu sabia ou sentia que voltaria, como um caminho que pode ser interrompido mas não abandonado. Ainda que, em retrospecto, eu tenha ficado  mais tempo afastada do que correndo, sempre achei que voltaria, eventually. E ficava com o olho comprido quando um corredor passava por mim.

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Agora não mais

(Do painel Motivação)

Minhas experiências anteriores deixaram  sensações  indeléveis e únicas. Nada me deu prazer semelhante a correr 8km, à noite, e tomar um banho de mar depois; nunca me senti tão viva e eufórica como depois de correr da Barra ao Leblon. Também há singularidade e valor em pequenos ganhos, como a primeira volta na Lagoa, ou ir cada dia mais longe, gradativamente. De grandiosas e cotidianas conquistas se faz a trajetória dos que correm.

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Para voltar a correr retomei o hábito de acordar (bem) cedo. Eu sou do dia – embora, claro, sucumba com frequência aos prazeres noturnos. Mas na real mesmo,  curto acordar com as manhãs. Do contrário sinto que perdi algo ou cheguei atrasada. Sair à rua de manhãzinha, ainda com poucos carros e pessoas, o clima invariavelmente mais fresco,  assistir ao desabrochar do dia, tudo isso me revigora e  reforça a impressão de que aquele momento é só meu.

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Treino na rua, invariavelmente, o que fornece outro bônus: descobrir caminhos, relevos, casas, bairros, passagens. Em quase quatro meses, praticamente não repeti uma rota. Treino também a liberdade: de mudar de direção, escolher ir para onde o nariz aponta, de voltar atrás, entrar numa rua porque tem sombra e flores, ou em outra porque tem o Sumaré ao fundo. Experimento vias sem saber exatamente onde vou chegar,  mas confiando – em mim, no meu senso de direção e nas montanhas da Tijuca, que orientam e enchem os olhos. Ir onde nunca fomos, mesmo que seja uma transversal do seu bairro, traz uma satisfação pessoal saborosa e alimenta nossa capacidade de desembrulhar o novo quando ele se apresenta.

runfun**

Pela manhã há luzes que só se pode surpreender nesse horário, e também cheiros. Para o bem e para o mal, meu olfato parece ter maior potência durante a corrida, o que é péssimo ao cruzar com lixo ou gente que exagera no perfume. Mas me fez perceber uma diversidade surpreendente de plantas na região em que vivo. E que delícia virar uma esquina e encher os pulmões de aromas florais inesperados, ou encontrar uma floração que não estava ali ontem e, durante a noite, resolveu dar o ar da graça, colorindo uma rua comum num dia qualquer.

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E há, claro, aquele objetivo primeiro, o “voltar a caber”. Já consegui resgatar algumas peças da categoria ‘Gordo Esperança’, outras tantas ainda aguardam. O interessante é que, no processo, a importância do peso muda de lugar, perde a centralidade. Claro que importa, mas deixa de ser uma questão de “se” pra ser uma questão de “quando”, porque eu tenho me concentrado mais no “como”.  Emagrecer acontece como consequência de cuidar melhor de si e reparar com mais atenção nessa máquina sofisticada que é o nosso corpo, essa casa móvel, instrumento capaz de tanto, e tão frequentemente subutilizado. Sabe aquele papo de que usamos só 10% do cérebro? Pois eu tenho a impressão que, sem correr, usava apenas uma reduzida porcentagem do meu corpo. Junto com os cheiros, luzes e caminhos, descubro também limites, sinais e respostas corporais com os quais eu havia perdido a conexão. Parafraseando o nome do spa, para mim voltar a correr significa tomar posse do meu corpo.  Já não era sem tempo.

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Primeira corrida oficial depois da Retomada, cruzando a linha de chegada com a Dedeia ao lado. \o/\o/

Helê

Malandro sou eu

Dia desses cheguei em casa e, ao tentar  ligar o computador, encontrei  um buraco onde deveria haver o botão de ligar, que estava dentro do gabinete. Bufei, pooota da vida, busquei culpados, imaginei um finde sem computador, morrer na grana do técnico, etcetcetc….

No dia seguinte,  armei-me de coragem, paciência e uma chave philips, abri a máquina e vi que era bem mais simples do que eu pensava. Bastou encaixar novamente o botão e pronto.  Além da economia financeira e de tempo, saboreei minha independência e habilidade de resolver a parada sozinha.

Até que, dias depois, o botão entrou novamente. Putz. Imaginei desconectar a fiarada de novo, abrir o gabinete… suspiro & preguiça. Então enfiei o dedo no buraco e consegui ligar o botão lá dentro.  Aí sim, eu me senti muito, muito esperta.

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Eis a diferença entre  know-how (usado na primeira vez) e savoir fare  (usado na segunda).

Baideuei,  até hoje tô ligando o computador assim.

Helê

Mantra

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(Source: to-look-good-naked, via eat-sleep-run-repeat)

Helê

Um ano bom

Sim, eu gostei de 2012, foi um ano gentil comigo. Se não me trouxe conquistas notáveis, poupou-me de grandes sofrimentos e aporrinhações  sistemáticas. Sobraram apenas  as dores crônicas e chateações aleatórias. Convenhamos: é o bastante para gostar de um ano – mas não para se conformar, prestenção, eu quero mais da vida. Mas sem ingratidão quando ela lhe trata bem, né mesmo?

Eu sabia e avisei que um ano que começa com show do Chico Buarque só pode ser bom. Quando ainda por cima você fala com ele, beija e tira foto…  É a glória, gente (e o Catete e a Lapa  também – piadinha carioca). Houve vários momentos bacanas em 2012, como a s bolinhas da Praça Paris, a Fal lançando livro no Rio, o carnaval do Me Chama com Musa e tudo, almoço com a Vera e T. no Alentejano, voltar a correr, meu aniversário comemorado comme il faut, em diversos eventos; o show incrível do Maroon 5 com as melhores companhias, os melhores shows com a Geide e outras amigues.

Então é isso, gente, deu vontade de fazer esse resumão meio fora de hora mas ainda em tempo – afinal hoje, Dia de Reis, é tempo de desmontar a árvore de natal, resquício do ano anterior, e momento de se preparar para a primeira segunda-feira do ano (deus nos proteja!). Eu desejo sinceramente que você tenha uma ano sensacional, memorável e apaixonante. Mas se não for assim,  que seja leve, agradável e deixe alguma saudade - já será suficiente para agradecer.

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Helê

Milagre de Natal

Ao contrário do que vinha acontecendo, digamos… na última década, este ano até estou animada para o Natal. Fiz uma decoração discreta e simpática em casa, já estou começando a entrar no clima de retrospectiva 2012/perspectivas 2013 e nem estou mudando de calçada quando aparece uma guirlanda.

O motivo para isso é muito simples, e ao mesmo tempo complicadíssimo: este ano, graças a uma ideia brilhante do meu irmão (não é o da carteira, é outro) minha família não irá trocar presentes. Nem amigo oculto vamos fazer. Só para as crianças serão presentadas, e é claro que isso é problema do Papai Noel, e não nosso. ;)

Resolvi tudo em 20 minutos no Submarino e pronto. Não vou entrar em lojas lotadas, não vou ficar na fila do estacionamento do  shopping, não vou precisar fazer uma lista com nomes e presentes comprados (apenas para ir acrescentando novos nomes e ficar agoniada com a quantidade de campos em branco aumentando). Este ano, o Natal é só alegria. Graças ao gênio do meu irmão, (quase) todas as obrigações chatas foram eliminadas, e vamos apenas usufruir da companhia uns dos outros, como deve ser.

Crianças, tentem fazer isso em casa.

-Monix-

 

 

Uma velha louca

Outro dia uma pessoa vinda diretamente do meu passado me definiu como alguém que: casou usando uma peça de roupa da filha do ex-prefeito Pereira Passos; teve um tio-avô citado no livro/filme “Minha Vida de Cachorro“; e cujo antepassado mais famoso foi excomungado, sendo sua descendência considerada infame por cinco gerações (escapei por pouco!).

O interessante é que tudo isso é verdade. Mas são coisas de que nem eu mesma lembrava. Por algum motivo, para aquela pessoa com que convivi durante alguns anos, mas que depois desapareceu no mundo, rumo a outros caminhos, estes foram os traços marcantes da minha passagem pela vida dela.

É de se pensar nas peças que a memória nos prega. Como somos lembrados? Do que nos lembramos? Por quê?

Minha memória é uma velha louca, que cada vez guarda menos trapos coloridos, mas volta e meia me lembro de um detalhe da vida de alguém, de uma frase que me disseram, de uma situação que na ordem maior das coisas não teve a menor importância. Mas lembro.

Lembro também em qual cinema assisti determinados filmes, e com quem. De outros, não recordo nem de tê-los visto, mas consulto minhas anotações e sei que sim.

Meu filho vez em quando me espanta com memórias de coisas que eu disse das quais não tenho o menor registro. Para ele, foram importantes. Me divirto pensando em como se lembrará de mim e de sua infância, quando tudo isso já for passado.

Lembrar é uma forma de relacionar nosso “eu” de hoje com o “eu” que nos trouxe até aqui. Mesmo quando as lembranças são ruins, pode ser bom, ou pelo menos útil.

Agora com licença, que já ia me esquecendo de uma coisa… o que era mesmo?

-Monix-

 

 

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