Inveja

Nenhum orgulho em confessar, muito pelo contrário. Mas é fato: eu simplesmente não consigo ver programas de viagem. Nenhum. Os de mulé-modelo-gostosa que vai pra lugar paradisíaco então, nem pensar (era especialidade do Sportv) . Mas mesmo os mais bacanas como “O Brasil é aqui”, que tinha no GNT;  e despojados como o “Vai pra onde?” , do Multishow, eu fico igual a sua vó, incomodada. Vejo um episódio, um trecho e largo de mão.  Depois de muito matutar descobri o motivo : a mais pura e genuína inveja. Pronto, falei.com.br.

 

Helê

Eu e os Walkers

Não pensei nisso quando peguei toda a 1ª temporada de Brothers & Sisters na locadora, mas enquanto assistia, no dia 24, pensei que nada poderia ser mais adequado que passar  o natal com aquela grande, alegre, intensa e louca família. Essa série é o meu xodó atual, em termos televisivos. Que fique claro que continuo firme com House, of claro, nada abala a nossa relação. Mas pra quem, como eu, cresceu vendo novela,   Irmãos &  irmãs é simplesmente irresistível (como fica tolo esse título em português, heim?). Um novelão liderado pela Sally Field, que parece uma Regina Duarte americana, só que com (mais) talento. E exibido uma vez por semana, o que, convenhamos, é a medida exata da boa teledramaturgia. Não tem nada de original na forma ou no conteúdo, o enredo não poderia sem mais simples: a dinâmica de uma abastada família americana de 5 filhos adultos e sua mãe após a morte do pai. Sensação de já ouvi ( ou déjàvu, pros mais refinados)? Pois é, mas o texto é bem escrito, as crises e mistérios não demoram demais, há equilíbrio entre drama e comédia e um elenco muito, muito bom.  Além do mais, é família, né gente? Aquela coisa estranha à qual todos nós pertencemos, de onde todos nós viemos e de onde a gente nunca sai, na verdade. Ao assistir, a gente se identifica hora com a irmã mais velha, hora com o tio, hora com a mãe, e acaba percebendo os variados papéis que desempenhamos na nossa vida real, por assim dizer. E a Nora da Sally Field é absolutamente adorável: intrometida, forte, emotiva, prestativa, decidida, paranóica – uma mãe, enfim.  Grande série, eu recomendo.

E eu me dou conta agora  que talvez o primeiro seriado que acompanhei tenha sido Os Waltons, que eu via religiosamente com minha mãe e meu irmão nos sábados à tarde, quase um ritual familiar. From Waltons to Walkers. Que longa estrada desde aqueles sábados até esse natal…

Helê

Tecnologia é quase mágica (ou mais)

Tem um joguinho online irritantemente viciante chamado Guess The Name que vai fazendo perguntas sobre filmes ou programas de TV (americanos, por supuesto) e na grande maioria das vezes acerta na mosca. Até que dá pra entender mais ou menos como é que a coisa pode funcionar, mas, fala sério: quem vai dizer que isso não é mágica? Pra mim, é.

-Monix-

Cotação máxima

Tá, eu sou meio chorona (ou chorona e meia). É, eu admito que ando ainda mais emotiva ultimamente (Carente, eu???????). Mas na sexta à noite o Douglas Silva extrapalou. Como sempre, ele/Acerola e o Darlan Cunha/Laranjinha me divertiram e emocionaram muito no seriado ‘Cidade dos Homens’ com suas aventuras ingênuas, cruéis, ágeis, cariocas. Mas o ápice foi a cena em que o Acerola chega no hospital e pega nos braços o filho recém-nascido. A expressão de seu rosto tomada pelo mais absoluto pavor diante da responsabilidade por aquela vidinha a partir daquele momento… Chorei muito – chorei por compaixão, chorei solidária, chorei de lembrar… Porque eu desconfio que qualquer um que pegou o filho nos braços pela primeira vez, de qualquer idade ou classe social, entende exatamente o que o Acerola sentiu naquela hora.

Helena Costa

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