Não entendi

Quinta-feira, Junho 17, 2004

A revista Placar está lançando um cd com os hinos dos principais clubes brasileiros, em novas versões e arranjos, cantados por artistas-torcedores. O Bahia deu uma goleada de estrelas escalando os velhos baianos Gil, Gal, Caetano e Bethânia; restou pra o Vitória somente a Daniela Mercury. O Fortaleza trouxe o previsível Fagner numa imprevisível interpretação contida, sem vogais intermináveis e tremidas — e talvez por isso mesmo tenha rendido bom resultado. No Rio, Zeca Pagodinho declara amor ao Botafogo.

Mas a proposta não é contar apenas com medalhões. Há espaço para novidades e até ousadias, como Paula Lima, Rapin Hood, Negra Lee e Xis encarregados de recriar o hino do Corinthians. Em Minas a bola foi entregue para Samuel Rosa Skank, pelo Cruzeiro; e Rogério Flausino Jota Quest pelo Atlético. É certo que Herbert Vianna e Gabriel o Pensador não são propriamente novidade no cenário musical, mas tentam modernizar o hino do Flamengo incluindo um rap incidental. Há ainda encontros entre a ”tradição” e o ”moderno” rendendo curiosidades como Paulinho da Viola e um de Los Hermanos cantando o hino do Vasco.

Parece-me no mínimo interessante, para quem gosta de música e/ou de futebol (e eu juro que não estou levando jabá pela propaganda). Mas será que alguém pode me explicar, dentro de toda essa diversidade, qual foi a intenção de colocar o Paulo Ricardo cantando o hino do Fluminense???

Como se diz aqui na minha terra, ninguém merece. Nem o Fluminense.

Helena Costa

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