Tudo tem seu preço

Eu não sou profissional de marketing, mas tenho cá minhas opiniões. E umas dúvidas meio malucas, também.
Siceramente, gostaria de entender o que leva o cara de marketing de uma marca popular, de médio porte, a gastar toda sua verba contratando a Juliana Paes, a Camila Pitanga ou a Flávia Alessandra e depois ter que se contentar com um fotógrafo meia-boca que deixa as supostas musas tão pavorosamente irreconhecíveis. Ao ponto de o diretor de arte achar necessário enfiar a assinatura da figura no layout, senão ninguém vai saber quem é.
Mas o que eu não entendo mesmo é o que faz com que Juliana Paes, Camila Pitanga e Flávia Alessandra aceitem passar por um papelão desses.
Ou melhor: eu $ei, $im.

|-| Monix |-|

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Medida provisória

Acho que vou conceder um habeas corpus temporário pra Rita Lee porque eu gostei muito disso:
“A vida é uma sinuca
mas confio no meu taco
o meu borogodó
é do balacobaco”.

Helena Costa

La contestataria

Essa menina está completando 40 anos.

E já houve época em que eu pensei que era ela.

Eu devia ter uns 11 ou 12 anos, por aí. Um dia descobri numa prateleira da vasta biblioteca lá de casa um exemplar meio despencado, meio amarelado e em espanhol com as tirinhas de Mafalda, la Contestataria. Pois aprendi espanhol sozinha para conseguir ler o que aquela baixinha “arretada” tinha a dizer.

Isso foi no início dos anos 80. Mafalda falava de guerra fria, corrida espacial, guerra nuclear. Temas que, embora ainda estivessem na pauta, eram preocupações da geração anterior, com certeza. Mesmo assim, caí de quatro. Me encontrei. Eu realmente acreditei que aquela menina era eu.

Depois descobri que existiam muitas outras pessoas assim. Que é possível sentir essa insatisfação com o mundo à nossa volta, querer torná-lo um lugar melhor para se viver, e ainda assim ser apaixonada pelos quatro cabeludos de Liverpool. Criticar o que deve ser mudado, curtir o que deve ser aproveitado. Mais de 20 anos depois (nossa, como o tempo passa rápido quando a gente vai ficando velha!), ainda olho para a Mafalda e vejo um espelho.

Obrigada, Mafalda, por me ensinar a sonhar mantendo os pés no chão.

|-| Monix |-|

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