Entrando no clima

Eu não vou falar do aspecto business da coisa, mas sim do efeito que as grandes competições esportivas provocam nas pessoas.

Quero falar sobre o cara que está em casa, se identificando com o atleta, com a figura que representa seu país. É o momento em que ele incorpora uma noção de nacionalidade que, embora competitiva, sim, é pacífica. E isso é genuíno, quem vai dizer que não?
Então eu me emociono porque acredito que, através do esporte, o conceito de nação está sendo transmitido, pela primeira vez, a partir de um negócio que não é a guerra (notem bem a escolha da palavra “negócio” aí atrás, não foi casual).
Eu sou a pessoa menos esportiva desse mundo, mas os conceitos que vêm junto com o esporte me fascinam. A Vila Olímpica da Mangueira, as companhias de dança da Rocinha (eu sei, não é esporte, mas quem disse que meu raciocícnio é linear?) são iniciativas lindas, que efetivamente oferecem outros caminhos para os jovens da favela. Não necessariamente um caminho profissional. Não há apenas duas opções, avião do tráfico ou Pelé. Mas a presença da atividade esportiva ou artística ali no meio daquele caos é uma porta para o auto-conhecimento, para o reconhecimento de potencialidades que ficariam escondidas para sempre.
E só pra completar essa viagem: meu filho tem dois anos, e o conceito de “Brasil” que ele conhece é uma bola de futebol com a bandeira nacional. Para ele, Brasil e Fluminense são a mesma coisa, um símbolo estampado numa bola de futebol…

|-| Monix |-|

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