Já fui avisada de que tomar de empréstimo texto alheio não é de muito bom tom no universo blogueiro.

Mas eu não posso com Adélia, eu jamais diria com tanta propriedade. Assim sendo…..

A SERENATA

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natal como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
– só a mulher entre as coisas envelhecee.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
Adélia Prado

Helena Costa

2:57 PM

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Confirmado

Em férias, parece que os neurônios ficaram esquecidos em alguma gaveta do trabalho. (Não consigo postar, gente, não sai nada!)
|-| Monix |-|

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