Diretamente dos comentários

Ana Paula: “Eu também amo a cidade (não só a nossa, essa acima de todas, claro, mas a cidade de maneira geral, a urbe, a vida urbana), e tenho refletido muito sobre isso ultimamente. Toda a minha reflexão, teorização e pesquisa, nos últimos anos, como arquiteta e urbanista tem sido sobre o espaço público, que é, dos espaços da cidade, o que mais materializa os conflitos e os convívios que sintetizam a urbanidade. E me dói perceber que, quanto mais o bicho pega, mais a gente se encolhe, privatiza os espaços, segrega, gradeia. Os bandidos ocuparam o espaço, e a gente bateu em retirada. Ou melhor, a gente nem tem mais como bater em retirada, dada nossa condição de reféns, como dolorosamente lembrou a Monix. Mas a resistência deve começar exatamente no espaço público, e eu considero que a internet, nesse sentido, é um dos espaços mais públicos e urbanos que existem hoje, só que virtual. Vamos falar, sim. ‘Pois paz sem voz não é paz, é medo’… Mas como a gente já andou conversando por aqui, tem que ser com outras armas.”
Santo Mário: “Gente. Não adianta nada reclamar dos políticos e da sociedade omissa. Somos a sociedade omissa e fomos nós que votamos nesses políticos que estão aí. É assim que a nossa banda techno-funk toca! Enquanto continuarmos fumando maconha no posto 9 e dando cinquantinha na mão do guarda pq furamos o sinal vermelho as coisas vão continuar assim. Não tem jeito. A sociedade quer mesmo mudar? Vai abrir mão do “carioca way of life”. Sei não.”

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