Não é que eu seja, mas eu sou*

Não sou a favor da justiça com as próprias mãos, mas, às vezes, é preciso fazer vista grossa e deixar rolar. Temos que dar atenção às vítimas. Nos facínoras, é pau neles.”

É lógico que ninguém quer que a polícia saia por aí torturando, mas, do jeito que o Rio está, não podemos ser hipócritas. Não tem nada demais um bandido levar uns tapas. Afinal, ele tem feito muito mal à sociedade, que precisa começar a se defender.”

Estas duas declarações foram publicadas no jornal O Globo de hoje, 18 de novembro, referindo-se à veiculação de fotos de um assaltante espancado pela polícia. Seguem-se diversas cartas apoiando a agressão a presos como rotina policial. Mas isso não foi o que mais me angustiou. O choque, mesmo, veio com a incoerência gritante nas próprias declarações. Os trechos em itálico (o grifo é meu) tentam justificar a opinião injustificável.

Santo Deus. As pessoas estão muito perdidas.

* Título criado, a posteriori, pela genial Renata.

|Monix|

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