A Ângela está botando meus neurônios pra funcionar

1) A foto do Largo do Boticário (ou é Beco?) me lembrou de um quadro horroroso que tinha lá em casa. O artista era um português amigo do amigo de não sei quem que ficou hospedado na casa de vovô no tempo do Onça e deixou como pagamento da dívida de gratidão vários quadros. Todos igualmente medonhos. Sério, tem um retrato da minha avó que me dava medo.

O quadro do Boticário ficava na parede da minha sala, e eu demorei anos para perceber que a culpa não era do lugar.

2) A festa dos fotógrafos me fez pensar num negócio engraçado, que é a rapidez com que nosso estilo de vida ficou obsoleto. Já não se usa mais, por exemplo, “combinar antes”. Outro dia eu fiquei sem bateria, digo, o celular (mantive o ato falho porque está, assim, digamos, antropológico), bem, o celular ficou sem bateria e eu, que estava na casa da minha mãe, perguntei, e não era uma pergunta retórica: caramba, como a gente fazia antes do celular? E a resposta, fulminante, foi: simples, minha filha, as pessoas combinavam antes. Você se lembra disso? Me encontra em frente à entrada principal da Mesbla, às quinze pras cinco, que de lá a gente vai pro cinema?

|Monix|

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