Update para o post “minha caixa de mensagens é uma piada”: vou procurar um salão que aceite cartão… quero também cafuné e uma massagem no pé.

Hohoho, e quem não quer?

– Monix

Abril 13, 2005

O site do Globo tem os blogs dos colunistas, né? Tava lá na Dani Name, uma garota carioca sangue bão:
É SOM DE PRETO, DE FAVELADO…
Mas quando toca, ninguém fica parado.
É som de preto, de favelado… E talvez por isso o funk ainda sofra tanto preconceito.
Funk é música de bandido? Também.
Os bandidos moram – e, infelizmente, mandam – nas comunidades onde o batidão é feito. Os bandidos que moram na periferia gostam de funk porque ela é a música dos pretos que moram nos morros e freqüentam os bailes do subúrbio. E os bandidos – estes bandidos – são, em sua maioria, pretos ou mulatos que moram nestas regiões.
Mas a maioria esmagadora dos funkeiros esbanja suingue nas cadeiras, rapidez para compor, olho fashion para se vestir… e não tem nenhuma relação com a criminalidade.
E há muitos outros bandidos – brancos, de terno – que… bem, devem perder bastante tempo falando mal do funk, do ruído do funk, das letras pornográficas do funk… enquanto fazem suas remessas de dólares roubados do país ou lavados no tráfico para um paraíso fiscal. Uma atitude beeeeem mais pornográfica do qualquer letra funkeira, né?
A introdução imensa é para dizer que esbarrei em muitos bailes e entrevistas com Silvio Essinger enquanto ele estava preparando o livro “BATIDÃO – UMA HISTÓRIA DO FUNK” ( Record), que autografa HOJE, sexta-feira, a partir das 20h, no Circo Voador. Eu estava fazendo uma grande reportagem sobre o ritmo com minha querida amiga Adriana Pavlova aqui para o Segundo Caderno. E ele e Suzana Ribeiro, nossa gloriosa guia no mundo do batidão, eram deliciosas companhias. Sem falar no DJ Marlboro, claro, maestro funkeiro que vara a noite sem nenhum combustível: abstêmio, é movido a guaraná.
Existe coisa mais light, meu povo?
No livro, Essinger tenta mostrar que o funk é música de preto, de favelado… e por isso talvez seja a grande invenção musical do ritmo carioca nesta virada de milênio. Você lembra, né? O samba, conta a história, também sofreu muito preconceito no início do século XX pelo mesmo motivo: era música de preto, de favelado, dos “sujinhos da periferia”. Os branquelos de pince-nez e cadeira dura torciam o nariz, é claro, mortos de inveja.
Essinger quer virar o jogo enquanto desce até o chão, suado, no meio de um baile. Entrevistou grandes estrelas do funk hoje – como Tati Quebra-Barraco,Marlboro, Cidinho & Doca – e também recuperou os bailes de black music do Clube Renascença, na década de 1970; as quadras do Emoções, do Salgueiro e do Chapéu Mangueira; e a cadência da bateria da escola de samba Viradouro, que instituiu a batida funk no carnaval de 1997.
A história do funk é bonita, eu garanto.
Vai correr para comprar o livro ou perder este bonde?

Monix, assinando embaixo

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