Agradecimento

Carta de amor da Pipa:

“Estou aqui engalfinhada com essa carta de agradecimento há 10 dias, tentando encontrar um jeito apropriado de falar sobre o que aconteceu. Porque é isso, o mundo está pelo avesso, e eu sempre achei que estivesse preparada pra uma eventual merda. Mas eu não estava, não. E juro que depois do assalto cheguei assim ( ) pertinho de largar casa, carro e computador pra trás e virar quaker, ou amish, ou simplesmente de me entregar à minha natureza eremita de uma vez, me enfiando no mato com a minha família para todo o sempre.
Minha sorte – aliás, meu privilégio – foi poder contar com amigos que bolaram um jeito divertido de me ajudar. Confesso que eu – Hardy, a Hiena – achei que a coisa fosse enroscar justamente naquilo de que mais precisava pra dar certo: gente. Eu não estava botando muita fé nas pessoas, sacumé. Pois elas apareceram, participaram de várias maneiras e, qualquer que tenha sido a sua motivação, me ajudaram a não afundar de vez no desespero (ou mais chato, na auto-comiseração).
Claro que também apareceu um ou outro espírito de porco pra dizer que eu estava me aproveitando da boa-vontade alheia pra aparecer, ou pra me “ressarcir” (pfff) do prejuízo. Bom, da minha parte, eu não sei mesmo se merecia uma surpresa tão boa. Mas, como já disse antes, eu me considero muito mais do que ressarcida. Quem participou me deu uma força pra comprar as peças desse computador de onde estou escrevendo agora, e de onde sai parte do sustento desta família. E isso não é pouco! Mas o plus da história foi ter conseguido experimentar aquele quentinho no coração, aquela gratidão comovida que transforma qualquer palavra na coisa mais besta do mundo, porque não cabe em nenhuma delas.
Então, é isso. Pra quem divulgou, pra quem comprou, pra quem mandou bilhetinhos de solidariedade, e com toda a deferência, pra quem cedeu os livros: obrigada. “

– Monix –

Guarda compartilhada

Piadinha infame (ou: humor carioca)

O problema de separar o Rio de Janeiro da Guanabara é decidir quem fica com o garotinho nos fins de semana.
(Siro Darlan)

Hahahaha
O povo perde o amigo, mas num perde a piada. (Pra quem não sabe, Siro Darlan é o juiz de menores do Rio.)

– Monix –

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