Make Poverty History

Já faz um tempo que estamos a fim de entrar na campanha “Make Poverty History”, que, numa tradução livre, significa algo como “faça a pobreza virar coisa do passado”. Mas não queríamos simplesmente colocar um banner na coluna aí do lado. Tudo bem que o leiaute é bonitinho e tudo mais, mas o fato é que, literalmente, beleza não põe mesa, e a idéia é justamente discutir os problemas do mundo e tudo mais.
Nos parece que o principal mérito dessa campanha, pelo menos em comparação com outros movimentos similares do passado, é que desta vez estão surgindo propostas concretas e minimamente consistentes para, de fato, pressionar os dirigentes mundiais. Os shows de rock simultâneos à reunião do G-8, em cidades importantes dos países-membros da conferência, foram um ato simbólico importante, mas o movimento não poderia se resumir a isso, ou não seria um movimento, e sim um ajuntamento.
Sendo assim, queremos dizer aos nossos poucos porém qualificadíssimos leitores que nós apoiamos o movimento. Dêem um uma olhada nas propostas dos caras (a tradução meia-bomba é nossa mesmo, relevem):

MAKEPOVERTYHISTORY convoca os governantes mundiais e tomadores de decisão a enfrentar o desafio de 2005. Estamos pedindo por mudanças políticas urgentes e significativas em três áreas críticas e interrelacionadas: comércio, dívida e ajuda [financeira].big business às custas do povo e do meio ambiente.

1. Comércio justo

. Lutar por regras que assegurem aos governos, particularmente dos países pobres, a possibilidade de escolher as melhores soluções para acabar com a pobreza e proteger o meio ambiente. Estas nem sempre serão políticas de livre comércio.
. Terminar com os subsídios para exportação que prejudiquem as comunidades rurais ao redor do mundo.
. Criar leis que impeçam os lucros do

2. Perdão da dívida

. As dívidas impagáveis dos países mais pobres do mundo devem ser integralmente canceladas, de maneira justa e transparente.

3. Mais e melhor ajuda

. Países doadores devem liberar imediatamente uma ajuda extra de pelo menos US$ 50 bilhões e estabelecer um cronograma para gastar 0,7% da renda nacional em apoio financeiro. A ajuda deve, também, ser feita de forma a ajudar mais efetivamente as pessoas pobres.

They have the power and we can make them use it.

Duas Fridas

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