Fatherns

Helena, li isso aqui na Pais e Filhos e lembrei do seu post sobre os pais modernos (vulgo fatherns):

Meu pai costumava brincar comigo e meu irmão no quintal. Minha mãe sempre gritava: ‘Vocês estão estragando o gramado!’ E ele respondia: ‘Não estamos cultivando grama, estamos criando meninos’.
(Harmon Killebrew, jogador de beisebol norte-americano)

– Monix –

PS – observações aleatórias, porém necessárias: 1) jogadores de beisebol também podem ter contribuições importantes a dar; e 2) este blog está a um passo de virar (ou já virou?) um fabuloso serviço de clipping. hohoho.

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Veríssimo é o nosso pastor e nada nos faltará

Parcialidades

Leitores têm estranhado minha reticência em relação ao escândalo que domina o noticiário e as conversas e ameaça fazer o Brasil cair no caos, ou nas mãos do Severino. Estranho a estranheza. A reticência não é tanta assim, tenho dado meus palpites. Mas alguém esperava que eu fosse participar de um massacre só para parecer imparcial? Critico o governo Lula desde que ficou claro que sua política econômica seria a do PSDB e que iria de Malan a pior e não tenho nenhuma ligação com o PT fora a simpatia declarada e alguns amigos. Mas não devo nenhum tipo de contrição pelo que acreditava e não vou contribuir nem com silêncio constrangido para a tese propagada com furiosa euforia pela direita, de que a ruína do PT é a ruína definitiva da esquerda no Brasil e a prova de que um governo de origem popular não tem competência nem para esconder sua sujeira sob o tapete como gente mais preparada – sem falar nos seus erros de português – o que dirá administrar um país. O PT que saia, se puder, do lodaçal em que se meteu e – para repetir o mantra do momento, nem sempre dito com muita sinceridade – que tudo seja investigado e todos os culpados sejam punidos, mas que se chame o fervor ideológico que move certos políticos e certa imprensa pelo seu nome verdadeiro: massacre.

 

Não sou imparcial. Sou parcial a tudo que prometa nos tirar desta triste rotina de oligarquias eternizadas e privilégios intocáveis, ou miséria eternizada e submissão intocável, e a esta outra triste rotina de governos de esquerda abatidos no nascedouro – quando não se autodestroem. E, claro, ao Internacional Flamengo e ao Botafogo Fluminense, mesmo quando não merecem.

 

No Brasil, ser objetivo é quase uma forma de cumplicidade.

Luis Fernando Veríssimo, n’ O Globo, 22.08.05

Duas Fridas, com duas pequenas adaptações fundamentais

Rapidinhas

Rapidinhas

Bom de texto e de papo, meu amigo Christian é um trocadilhista incurável, desses que perde o amigo mas não dispensa a metáfora. Falávamos sobre este blogue, e eu comentei fingindo indiferença mas esperando um elogio:
– Dufas é um bom apelido, né?
– Dufas é legal, uma boa contração. Dufaralho!

***
Reunião de avaliação e planejamento, três dias de trabalho intenso. Discutíamos a conjuntura econômica e política, desdobramentos possíveis, cenários prováveis. Coisa séria e grave. Não fosse assim e um dos nossos, pastor e socialista, não teria concluído de maneira brilhante:
– Isso é tudo culpa do Capetalismo!
(Como é que eu não pensei nisso antes?!)

***
Segundo Reich, o ataque epilético é um orgasmo no órgão errado e o orgasmo é uma convulsão no órgão certo. (Revista TpM nº 46)
Achei a frase tão genial li em voz alta para a pessoa que estava ao meu lado enquanto eu folheava a revista. Depois que minha mãe concordou com um sorriso meio amarelo considerei que talvez eu tenha me empolgado demais…

Helena Costa

Proto-feminista

Minha mãe iniciou a neta nos mistérios religiosos: foi ela quem apresentou papai do céu à minha filha, mostrou a imagem de Nossa Senhora, ensinou a fazer o sinal da cruz. A Júlia, por sua vez, também tem suas lições. Por insistência dela, agora a avó reza:
Em nome do Pai, da Mãe, do filho e do Espírito Santo, amém.”

Helena Costa

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