Para mi Diego Rivera



E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim
Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido.

(Case-se comigo, Vanessa Da Mata)

Apesar da citação, ele não me pediu em casamento. Pensando bem, também não pediu pra namorar. Na verdade, quase tudo que ele conseguiu foi sem pedir: foi roubado (como o primeiro beijo), conquistado (como o meu corpo), tomado (como o meu coração). Ele foi chegando na minha vida sem fazer alarde, como quem não quer nada, misturando alegria e política, cerveja e chamego, tesão e torcida.
No primeiro ou segundo encontro ele pediu que eu esperasse um instante enquanto resolvia um problema; para isso usou um verso: ´´Espere por mim, morena´´. Falou de um jeito tão casual e bem dissimulado que enquanto ele ia eu fiquei na dúvida se tinha sido proposital. Mas não já não fazia a menor diferença, eu esperaria – a partir dali para sempre, enquanto o sempre durar.
Assim, sem pedir, sem avisar, sem planejar muito, embarcamos na aventura mais desafiante e fantástica que é ter filhote e criá-lo juntos, parindo assim uma família. Esta é, sem dúvida, a minha maior obra e a melhor parceria.
E o meu parceiro mais antigo, importante e desejado hoje faz aniversário. E, mesmo sendo um fracasso em números, percebi que um terço dessa existência nós vivemos juntos – o que me comove, alegra, fortalece. Porque entre as coisas boas de envelhecer (existem?) está poder fazê-lo em boa companhia. Ao seu lado, Luciano, é uma benção.
Te amo.
Feliz aniversário; Saúde e Sorte.

Helena Costa

Anúncios
%d bloggers like this: