Ouvir

Helena, você precisa ouvir isso. E isso.

Peguei no blog do Ximenes, lincado pelo Santo Mário.

– Monix –

A opinião pública (e a república)


Em recente palestra na Bahia, Bob Fernandes, ex-redator-chefe da revista CartaCapital, observou que “cerca de 12 jornalistas conduzem a opinião pública a respeito da política nacional”. É verdade que alguns jornalistas acreditam nisso e confundem o inquestionável poder da mídia com o seu poder individual. Por isso, às vezes, se irritam quando constatam que suas opiniões privadas podem não coincidir com a opinião da maioria da população brasileira.

Na grave crise política que estamos atravessando, apesar da incrível enxurrada de denúncias públicas contra o partido e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decorridos mais de três meses, sua “imagem” positiva junto a percentual expressivo da opinião pública continua resistindo ou tem caído numa velocidade muito aquém daquela antecipada pela maioria dos principais jornalistas multimídia.

(…)

Há, portanto, uma perigosa confusão entre as esferas privada e pública. A liberdade de imprensa garante que empresas privadas de mídia expressem seus pontos de vista sobre os assuntos públicos, mas eles serão sempre apenas o que são: opinião privada tornada pública e não opinião pública.

Da mesma forma, os jornalistas em suas colunas impressas e/ou eletrônicas expressam sua opinião pessoal privada de analistas políticos. Mesmo que a médio ou longo prazo a opinião privada da grande mídia possa tornar-se também a opinião pública, muitas vezes, como agora, opiniões privadas de jornalistas não necessariamente constituem a opinião da maioria da população.

Venício A. de Lima, pesquisador da Universidade de Brasília

Tem mais no Observatório da Imprensa.

-Monix-

Anotação mental de uma mulher contemporânea

Ser mulher o tempo todo; mulherzinha de vez em quando; mulherão quando necessário.

-Monix-

Campanha Namore uma Mãe Solteira

Diretrizes básicas:
1) Nós não temos pressa de casar, porque já temos filho
2) Nós não temos pressa de ter filho, porque já temos filho
3) Nós não temos tempo de grudar no seu pé, porque já temos filho
4) Se você quiser ter um filho, tudo bem, porque já temos filho
5) Se você não quiser ter filho, tudo bem também, porque nós já temos filho

Monix, aderindo à campanha

3:38 PM
(1) par de pegadas

Sugestão Tabajara

Depois de um almoço tranqüilo graças à área de recreação do restaurante – devidamente acarpetada, equipada com brinquedos coloridos e, principalmente, tias atenciosas – meu marido, animado, passa em frente ao motel e pergunta: “Será que aqui não tem área de recreação também?”

Helena Costa

10:28 AM
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Umbigadas

‘Schadenfreude’ explica

Deve haver uma grande palavra em alemão que signifique ‘há uma grande palavra em alemão para tudo’. Por exemplo: não existe em outra língua – talvez por pudor – um equivalente ao alemão ´schadenfreude´, que quer dizer sentimento de prazer com a desgraça dos outros. Uma versão brasileira da palavra está fazendo falta na cobertura desta crise. Desde que surgiram as primeiras revelações da lambança em que o PT se meteu, um ´schadenfreude´ generalizado tomou conta do País. O PT não está pagando só pelo que fez, está pagando pelo que era, ou dizia que era, e o tamanho e a alegria do ´schadenfreude´ à sua volta são proporcionais à sua antiga pretensão à superioridade moral.Mas também se festeja a desgraça do PT como uma derrocada terminal da esquerda, da qual não sobraria vestígio depois de tudo isso acabado. É o ´schadenfreude´ ideológico. Deve haver outra palavra em alemão, ainda maior, para isto.

Do sempre contundente Luis Fernando Veríssimo, no igualmente oportunoTutti Funghi Venenosi.

Helena Costa

 

Sexta-feira, Agosto 12, 2005

 

Não, eu ainda não consegui trabalhar, na mesma expectativa que o resto do país. À procura de notícias, entrei no blog do Noblat e soube:

O deputado Miguel Arraes despertou na manhã desta sexta-feira, 12 de junho, consciente e orientado (…)

… e pediu pra dormir de novo! — pensei com meus botões.

Helena Costa, também triste.
Contextualizando: escrito na manhã em que todos aguardavam um pronunciamento do presidente, após o depoimento do publicitário Duda Mendonça.

12:18 PM
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Pesos e medidas

Eu não tenho embasamento para criticar a Câmara (embora ache que sim, CPIs em geral param a agenda do Congresso e obtêm quase nenhum resultado concreto; e também ache que não, este não é o foro apropriado para investigar e punir – mas quem sou eu pra opinar?), não acompanho as filigranas jurídicas e políticas do caso, há muito tempo não leio jornais direito e já levei até um puxão de orelha da Cora por causa disso, mas vocês vão me desculpar, eu vou falar de novo, porque pra criticar a imprensa eu acho que ainda tenho alguma capacidade.

Quer dizer que enquanto as “listas do Marcos Valério” apareceram recheadas de nomes do PT, PL, PTB e outros da “base aliada” ou seja lá o nome que tenha isso, elas eram uma prova indiscutível da corrupção generalizada que assola o governo e podiam ser usadas como prova para toda e qualquer coisa, até para inciar uma boataria sobre impeachment. Mas quando surgiu a lista com os nominhos do PSDB, as manchetes estamparam lá: “síndrome das listas”, “lista apócrifa” etc e tal. Ah, me poupem. Será que esse povo não tem vergonha, Ângela?

Monix, petista lilás revoltada e um pouco deprimida também

Efeitos colaterais

A atual crise política tem efeitos também no social — não exatamente a ”área social”, mas na vida social — especialmente entre amigos que com alguma afinidade ideológica mais à esquerda (seja lá o que isso significa, ainda mais agora!). Recentemente, num desses encontros amistosos com a presença de rotos e esfarrapados, digo, de flamenguistas e vascaínos, alguém sugeriu gaiatamente: ”Melhor a gente não falar de futebol, porque pode deprimir alguns. Muito menos de política, que deprime a todos”. Cariocas que somos, gargalhamos todos — mas que doeu um pouquinho, doeu.

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Muitas vezes eu quis ver o noticiário, um filme ou programa que começava justo na hora de colocar filhote pra dormir — e quem tem filhote sabe dos perigos em desrespeitar esse horário. Resignada, eu via algum desenho repetido pela milésima vez, enquanto ela tomava mamadeira, depois dava boa-noite, eu desligava a tv, etc, etc.
Hoje eu estava assistindo o noticiário e fiquei aliviada quando vi que era hora do desenho.

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Dito por outro carioca espirituoso: ”Saudade do tempo em que a acusação mais grave contra o Lula era que ele bebia demais…”

Helena Costa

 

Quando sou boa, sou ótima; mas, quando sou má, sou melhor ainda

Mae West

Monix, pegando carona com a amiga bissexta Helô

4:24 PM
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