Amizades digitais

Pois é, Helê, quem me conhece via web há mais tempo lembra de quando eu resolvi implicar com essa história de ”amizade virtual” e resolvi criar um termo substituto, ”amizade digital”. Porque virtual se contrapõe a real, e não é o caso. Mas só quem vivenciou a experiência de se encantar por alguém que nunca viu pode entender o sentimento de “conhecer de dentro pra fora” (como bem definiu uma pessoa de minhas relações, casada com um amor que descobriu na internet).
Os amigos offline realmente acham estranho, e quem não acharia?

Só para completar essa sensação que você descreveu aí debaixo, sobre o encontro com o Zé, queria lembrar do meu primeiro encontro com a Laura. Estávamos numa festa, e de repente ela veio em minha direção, me cumprimentou, e começamos a conversar naturalmente. As pessoas à nossa volta ficaram intrigadíssimas, mas nós nem ligamos, afinal, já éramos amigas há quase um ano. E quando a Naty veio ao Rio, eu disse que ia buscá-la no hotel pra mostrar a cidade, e simplesmente encostei o carro na frente da maranhense mais linda que vi – é claro que era ela.

– Monix –

Blind Lunch* (ou um Post Esquecido)

No mês passado as Fridas encontraram, ao vivo e a cores, com metade dos Quase dois irmãos. Papo agradabilíssimo, embora, no início, ligeiramente nervoso – como em qualquer começo. Passada a fase dos contatos de segundo grau (o que você faz, onde você trabalha, como começou com o blogue), três risadas e dois chopes depois, pronto, parecia o que era mesmo: o encontro de três pessoas que já se conheciam. Há pouco tempo, é vero, mas que já se sabiam afinadas em algumas opiniões, coincidentes em certos gostos, envolvidas na mesma blogueira aventura. Como sói acontecer em encontro entre conhecidos virtuais, ninguém disse, mas no fundo todo mundo foi achando que aquilo era meio doido, arriscado até, estranho de explicar para os amigos off line– mas também tínhamos em comum a suspeita de que valeria a pena. E valeu, Zé. Volte sempre.

* ‘Almoço às escuras’, numa tradução livre e safada. Brincadeira com a expressão blind date, que designa encontro entre pessoas que não se conhecem, marcado por terceiros.

Helê

%d bloggers like this: