Um almoço, quatros reações, duas versões

Como conhecer uma pessoa pela sua reação a uma tragédia
– Menina, você viu a An, sentou do lado do Bolsonaro num vôo! Ninguém merece! Eu teria colado um chiclete no banco. Ou vomitado em cima dele. Isso, vomitava e depois fazia aqueeeela cena, ”oh, eu sinto muitíssimo…”
– Cena nada, eu ia ficar verde, me fazendo de tonta, nem olhava na cara dele…
– Pois eu vomitava e dizia; ”Foi de propósito!”
– Eu avisava: ”E pode vir mais!”
Todas megeras*, digo, mulheres – entre elas, las Fridas, claro.
*cópirraite das legítimas MM
Helê

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Angela, seu vôo com o Bolsonaro foi tema no nosso almoço de hoje. Como vc reagiria após despejar seu vômito forçado em cima do Bolsonaro? Eu: ficaria me fazendo de passada mal, toda verde. Rê: diria que foi de propósito. Helê: Pediria mil desculpas cinicamente. Dedéia: Avisaria que pode ter mais por vir. Hahahaha! Acho que nos definimos bem, não? A vingança é que define a mulher.
Monix

Liberdade, ainda que à tardinha

É raro depois de parir, mas às vezes a gente fica algumas horas, uma tarde ou até mesmo um dia inteiro sem filhos. Porque o papai agora mora em outra casa, ou mora na mesma casa e resolve fazer um passeio sozinho com eles; porque vão pra casa da vovó; ou porque alguma alma caridosa resolveu levar seu filhote num programa com outras crianças. Aí você se vê com aquela desejada oportunidade nas mãos: fazer tudo o que não dá fazer com crianças – ou o que, quando feito com elas, fica terrivelmente comprometido. Mas quais são essas coisas mesmo? Ah, é, ler aquele livro, comer sorvete (ou qualquer coisa, mesmo um pão velho) sem ter que dividir, dormir… Não, melhor ver aquela série que você não consegue porque começa na hora de colocar a pessoa pequena pra dormir… não, melhor ver o DVD ganho no aniversário, que na última vez que você tentou ver foi interrompida por uma crise de choro inexplicável… não, não, melhor responder a todos os e-mails e fazer a ronda dos blogues… não, isso a gente consegue fazer, de um jeito ou de outro… não, melhor aquele trabalho manual para desestressar que a gente anda muito nervosa pra fazer… ou arrumar o armário….
Você fica igual cachorro correndo atrás do rabo. Tem também lôcas (como nós) que começam várias coisas, e depois passam pelos cômodos e encontram uma TV ligada, um guarda-roupa aberto, o computador ligado, o livro aberto….

Relaxe. Segundo apuração recente feita pela DataFridas, faça o que fizer, escolha o que escolher, você sempre vai ficar pensando que poderia ter feito outra coisa, que poderia ter aproveitado melhor. Tenha você um ou mais filhos, seja um par de horas ou um fim de semana completo. Não tem escapatória. Tente apenas não fazer algo que faria mesmo com o pentelho agarrado na sua perna esquerda (arrumar o armário, por exemplo). Vale até sentir saudades, mesmo que só tenha 40 minutos que o gajo ou a gaja saiu – mas por favor, jogue fora aquele pedaço de culpa grudado no peito por estar feliz em ficar sozinha. E páre de se perguntar se você não está esquecendo algo ou está faltando alguma coisa – está sim, mas vai chegar logo – e aproveite a sua própria companhia. Faça, inclusive, algo realmente impossível com crianças em casa: nada. E aproveite.

Las Duas Fridas

Da série Favoritos das Fridas – Cenas

Da série Favoritos das Fridas

Nossas cenas favoritas


Indiana Jones e os caçadores da arca perdida. A cena foi recentemente citada aqui, é aquela em que o herói encontra com um inimigo que faz uma ameçadora apresentação de sua gigantesca espada – apresentação que termina com um tiro do Indy na barriga do cidadão de bem.
Helê


Casablanca, a cena em que Ilsa Lund vai visitar Rick Blaine, no meio da noite, para pedir os salvo-condutos que darão a liberdade a ela e seu marido, Victor Laszlo. A princípio ele nega, e pede a ela que fuja com ele, Rick. Depois de uma conversa difícil com seu ex-amor, ela encosta a cabeça em seu ombro e diz: não posso decidir isso. Você terá que pensar por nós dois.
Monix

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