10 Livros que marcaram minha vida


– Coleção Para gostar de ler, da Ática: existe até hoje (ôba!). Tenho certeza que o fato de ler crônicas do Drummond, Rubem Braga, Veríssimo, Paulo Mendes Campos me ajudou – e muito – a gostar de ler.

Ed Mort, Luís Fernando Veríssimo. Na verdade é a obra, mas acho que foi o primeiro dele que li. Apesar do título, reúne outras crônicas que não se resumem a este personagem. Com o Veríssimo constatei que o humor faz cócegas no cérebro – e até mesmo no coração. Ele tem lugar cativo no bloco dos meus pensadores favoritos e virou até tema da minha dissertação de mestrado.

Solte os cachorros, Adélia Prado. Até então nunca tinha experimentado uma prosa tão poética; e nunca o feminino tinha sido um tema relevante pra mim.


Grande sertão veredas, João Guimarães Rosa. Definitivo, marcante, mexeu com a maneira de olhar o mundo, de estar no mundo. Consulto como alguns consultam a bíblia, como um livro cheio de sabedoria, portador de todos os estilos (poesia, drama, épicos, etc.) e que sempre tem algo a me dizer. É mais que um livro, é um lugar, pra onde sempre retorno e de onde nunca mais saí.

Sem açúcar com afeto, Sonia Hirsch. Mudou minha maneira de encarar alimentação, pra sempre.

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector. Indicado por uma professora de português inesquecível, chamada Alair, mineira, que me apresentou esse e outros tesouros.

Ópera do malandro, Chico Buarque. Eu li o livro, comprei o disco, representei a peça (naquela época da vida em que quase todo mundo acha que vai ser atriz/ator). E é dele, né? (supiro!…)

O menino do dedo verde, Maurice Druon. Possivelmente o primeiro livro que eu li. Só isso já justifica, não?


Cem dias entre céu e mar, Amyr Klink. Livro despretensioso, que apesar ou por isso, me enriqueceu muito. Despertou minha curiosidade por certo tipo de literatura (vamos chamar apressadamente de “literatura de aventura”), que me levou a lugares muito distantes em vários sentidos, como o Everest, o pólo sul, e me apresentou personagens fascinantes como Roland Amundsen, por exemplo. Às vezes o valor de um livro também está no fato dele servir como uma espécie de introdução a outros.

Mothern – manual da mãe moderna, Juliana Sampaio e Laura Guimarães. Oh, sim, inevitável. O livro simboliza ”o conjunto da obra”, digamos assim, que inclui o blogue, o livro de visitas, os hiperlinks afetivos estabelecidos a partir de então… Relaciona-se também com a experiência mais revolucionária da minha vida, que está sendo a maternidade.

Não são necessariamente os melhores, ou os mais belos, nem todos são favoritos. Mas deixaram marcas indeléveis.

Helena Costa

Uma resposta

  1. […] chegar o dia de hoje para escrever, fiquei bolando rimas para parafrasear o Amyr Klink e um dos livros que eu mais gosto. Mas cheguei aqui e me ocorreu chamar assim, porque são tempos sem tempo, um […]

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