Sobre uns filmes

Os comentários a seguir são sobre filmes há muito lançados, mas que eu vi ou revi nas últimas semanas. Portanto, devem ser inúteis para a maioria dos leitores deste post.
Ainda bem que um blogue não precisa ser útil. 😀

Garotas do Calendário: uma delícia de filme, tão despretencioso e poderoso quanto a ação que deu origem a ele. Assim como quem não quer nada, sem discurso ou teoria, as mulheres do filme/da vida real interpelam com elegância e bom gosto a ditadura da juventude e os paradigmas contemporâneos da beleza. Não consigo esquecer dois diálogos:

– Você precisa resolver aquele mal-entendido com a Annie.
– Mas eu não sei o que dizer a ela!
– Você não precisa dizer nada, ela é a sua melhor amiga.

***
– Cora, nós realmente vamos posar nuas para calendário. Você topa?
– Chris, eu tenho 55 anos…
– Mas…
– … se eu não fizer isso agora, quando é que eu vou fazer?

O Campo dos Sonhos. Revi dia desses; infelizmente já peguei do meio pro fim. É lindo, edipiado até a raiz dos cabelos. Talvez por isso mesmo fique um pouco pra piegas – mas quem não tiver um pouco de cada (complexo de Édipo e pieguice) que atire a primeira pedra. Tão bacana que até o Kevin Costner trabalha bem.

O Guru do Sexo. Eu jamais veria se soubesse o título antes. Mas fui pega pela primeira cena, a curiosidade me foi me levando, me levando, e ”quando dei fé” (como diz minha sogra) tinha me divertido horrores. Conta a história de um indiano professor de dança que deixa Nova Delhi para ser estrela de cinema em Hollywood. Uma comédia debochada que satiriza os musicais, os americanos, os indianos, sexo, auto-ajuda – não sobra muita coisa. Excelentes atuações e uma trama bem feita e contemporânea.

Erin Brockovich: acho o filme tão feminista, tão instigante ver aquela mulher tendo um comportamento de macho (porque trabalha enloquecidamente, deixando de estar com os filhos inclusive, como qualquer homem) usando todo o arsenal de fêmea (saltos altos, minissaias e decotes, como qualquer mulher)… Uma figura que rejeita todos os escaninhos previamente determinados, deixando todo mundo desconcertado. Eu adoro.

Alguém tem que ceder: outro exemplo de comédia pode ser bacana sem ser imbecil e sem, necessariamete, defender uma tese. Ótimas atuações de Diane Keaton e do Jack Nicholson e, de bônus, o fofo do Keanu Reeves.

Helê

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