Reminiscências

Quando John Lennon morreu eu tinha exatos 11 anos e foi a primeira vez que presenciei um evento mundial. Porque todo mundo (e depois eu percebi que todo o mundo) falava no assunto. Lembro vivamente de dois episódios: o primeiro deles, o Erasmo Carlos na tevê chorando copiosamente e dizendo que ensinaria ao filho quem foi John Lennon. O segundo, que pra mim foi mais intrigante, foi entrar na papelaria do bairro e ver o atendente e um freguês, que para os meus parâmentros daquela época eram velhos e ”caretas”, comentados chocados a morte de um músico cabeludo e roqueiro. Lembro até hoje a sensação que a cena me causou e o interesse imediato despertado por aquela pessoa cuja morte era capaz de mobilizar até mesmo pessoas tão distantes dele – geograficamente, culturalmente, ideologicamente. Devia ser alguém realmente especial aquele por quem um músico chorava como quem perdia um amigo, e que era tão importante que seria ”ensinado” a um filho. De fato, era tudo isso, porque hoje, 25 anos depois de morto, ele ainda é uma referência no mundo – musical, política, cultural. E eu ainda continuo interessada nele.


Helê

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