Capa de revista

– Viu a capa da Veja? “Sou Bi, e Daí?” Cara, eu nem sabia que Ana Carolina era assunto de relevância nacional, quanto mais saber se ela é bi ou não.
– É, também achei um tema totalmente corriqueiro.
– Corriqueiro é ótimo, hahahaha
– Mas não é? Se bem que, claro, a Veja não é mesmo pra se levar em consideração. Eu nunca pensei “puxa, gostaria de ser capa da Veja”.
– É mesmo, nem eu.
– Bom, na verdade não queria ser capa de revista nenhuma. Talvez a Playboy.
(Pano rápido)

E você? Queria estar na capa de qual revista?

-Monix-

Fim de ano

Então é isso, começaram a chegar os e-mails de Boas Festas dos amigos, todos uma delícia, por sinal (não, eu não estou sendo irônica: adoro receber mensagens positivas), o que significa que na prática o ano já acabou. Ainda tenho um trabalho importante para entregar antes do dia 31, mas basicamente 2005 é coisa do passado. Já vai tarde.

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Eu sempre adorei Natal. Mas quando foi que a ansiedade pelos presentes, o prazer de me empanturrar de deliciosas guloseimas e a alegria de ver pessoas muito bacanas da minha família se transformaram nessa tortura? Não lembro exatamente, mas diria que em algum momento dos anos 90.

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Comprar, comprar, comprar para ser feliz. Obedeça ou morra.

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Aliás, esse negócio de 2005 ser coisa do passado me lembrou de quando o ano 2000 era um futuro meio remoto. Eu usava muito a expressão “só no 2000” pra me referir a algo que nunca ia acontecer. Aí de repente tive que fazer toda uma reprogramação mental pra não dizer mais isso, porque ficaria meio ridículo.

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As crianças são a parte legal do Natal, a que sobrevive mesmo a esse mood pós-deprê que eu sinto agora. Meu filho de 3 anos passou o domingo inteiro dizendo que estava com dor de barriga, até que eu saquei que era puro nervosismo por causa da perspectiva da chegada do Papai Noel. Sorte dele, que pode ser feliz com tão pouco.

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Amarga, eu? Não se preocupem. Vai passar.

-Monix-

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