Li recentemente


Li recentemente
o livro Em busca da alma de meu pai – e recomendo. Como promete o título, o livro descreve a trajetória edipiana de um filho em busca do pai – mítico, mitificado, herói, como qualquer pai o é (em algum momento, pelo menos).
Acontece que o pai em questão foi um dos primeiros homens a atingir o cume do monte Everest – o que fez dele muito mais que um herói familiar, e adiciona à busca do filho características bastante singulares. Desafortunadamente, Jamiling, o filho, escalou o Everest numa temporada que ficou famosa espantoso número de mortes. Não bastassem cenário e personagens como esses, o autor ocupa um espaço ambíguo, ambivalente e equidistante entre oriente e ocidente. Nasceu sherpa na Índia, em família budista, e foi educado em colégio interno inglês, graduando-se nos Estados Unidos. A vivência com essas diferentes culturas marcou profundamente Tenzing e permeia sua jornada e seu relato.

Mas não se engane, que tudo isso enriquece e adorna a história, mas o principal mesmo é a comovente busca espiritual e existencial de um filho que segue as pegadas do pai, tentando encontrá-lo e compreendê-lo. E como cantou Gil numa canção absolutamente adequada nesse caso, o final deu em nada, nada, nada,nada… do ele pensava encontrar. Vale acompanhar essa busca.

Helena Costa
Na Empadalheia, a letra de Se eu quiser falar com deus

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Por que eu amo a blogosfera

Blogs nada mais são que ferramentas de publicação na internet, geralmente gratuitas. Tentar defini-los segundo um critério homogêneo é como buscar uma característica única para “livros”, ou “jornais”. Ou querer explicar filmes a partir da definição de videocassete.
No Brasil, já existe uma comunidade blogueira, que, como (quase) tudo que acontece na internet, é fragmentada, meio anárquica, ultra-heterogênea, porém também bastante criativa. Há vida inteligente na internet brasileira, e ela transcende as fronteiras do No Mínimo ou do Blog do Noblat. As celebridadesdo “Mundo Blog” são anônimoscidadãos comuns, pessoas que desejam expressar suas opiniõesdebater suas idéiasouvir outros pontos de vistaaprender ensinar. E, o mais paradoxal, em tempos de analfabetismo funcional, numa sociedade em que a linguagem escrita se deteriora a cada dia, pessoas queescrevem bem. Que, apesar da solidão criativa (blogueiros não têm revisores nem editores), estão mostrando a quem quiser ver que ainda há muita gente capaz de se expressar por escrito com lógica e coerência. Ou não. 😉

-Monix-

11:49 AM

Atentado

Vejam a historinha fofa que a Bia Badaud deixou nos comentários (você faz uma falta terrível na blogosfera, menina!):

pois um menininho bagunceiro era sempre chamado de ‘atentado’ pela família.
‘- mas que menino atentado!!!’
reza a lenda que bela noite está o menino perto da tv, quando é dada a notícia:
‘- atentado em israel mata cem pessoas…’
e ele:
‘- puxa… um atentado só matou cem pessoas!! e depois eu que sou atentado!’
rerere
bem feito, quem manda falar errado com o menino???

-Monix-

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