Sinais

Primeiro dia do ano. Acordamos sentindo aquela mistura de ressaca feliz e com fome monumental. Rapidamente rumamos pra casa da irmãcunhadatiamadrinha, em busca de mais alegria e café da manhã, que seria seguido do tradicional ”enterro dos ossos” (na verdade, demos prosseguimento à celebração do ano novo, interrompida brevemente apenas para a inadiável tarefa de dormir).
Numa esquina, nós, urbanóides neuróticos, gatescaldados que somos, ficamos apreensivos: um ônibus parado no meio da rua, impedia o tráfego. Mentalmente folheio o catálogo de infortúnios possíveis: assalto, atropelamento, alguém passando mal… Até que meu marido percebe o que estava acontecendo: o motorista do ônibus parou pra colher mangas maduras caídas no chão. Isso mesmo, parou o ônibus no meio da rua – pouco movimentada num feriado, é verdade – catou um lote de mangas e depois seguiu seu caminho.

Eu não sei vocês, mas eu tomei isso como um excelente presságio.

Helê

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