As Fridas Vão ao Cinema

As Fridas Vão ao Cinema

Pela primeira vez, fomos juntas ver um filme. Escolhemos “Vinícius de Moraes: quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?”
Adorei ver um documentário falado em português. Me reapaixonei pela minha língua. Ando muito colonizada, vendo filmes e séries em inglês em excesso. Uma das coisas mais lindas é ouvir as vozes maravilhosas de Chico Buarque, Edu Lobo, Francis Hime, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tônia Carrero e Suzana Moraes, usando as palavras mais lindas do mundo, e contando as melhores histórias sobre o Poetinha.
As imagens do Rio de Janeiro são um bônus. Vi o quarteirão onde me criei, no Jardim Botânico, na década de 10, quando nem minha avó era nascida. A praia de Ipanema, um grande areal. E por aí vai.
A riqueza da música popular brasileira é assustadora. Precisamos ensinar aos nossos filhos. Não podemos deixar que esse tesouro se perca, seja esquecido, ou mesmo que não seja reverenciado como se deve. Somos contemporâneos de grandes gênios, e isso deve ter algum valor.

 

-Monix-

Ou: Duas Fridas e um Diego

 

Parece inacreditável que tenhamos ido ao cinema pela primeira vez, nós que já nos conhecemos há tanto tempo. Talvez tenhamos esperado um filme adequado, que de algum modo se relacionasse com a nossa utopia mais querida e desejada, que é unir a zona norte à zona sul (como cantou Lulu) para além do túneis, linhas e vias, mas na inteireza do mosaico de ritmos, tons e gentes que compõem essa maravilha de cidade.
E na tela nos deparamos com Vinícius de Morais, plural do nome aos afetos, um pretobranco,
diploeta, sambistadoutor, personificando a mistura justa de popular e erudito que a carioquice recomenda sem moderação, várias vezes ao dia, em doses generosas. Tantas e tão generosas quantos as doses que o próprio Vinícius sorvia: de uísque, de amizade, de música e de amor.
Eu faria um ou outro reparo ao filme sob o aspecto técnico, cinematográfico… Mas diante de um protagonista como esse, com coadjuvantes como Pixinguinha, Francis Hime, Edu Lobo, Tom Jobim e outros de mesma cepa; e um cenário como o Rio, só posso recomendar que assistam – sabendo que correm sérios riscos, tais como: sair do cinema sorridentes, meio apaixonados pelo poeta, orgulhosos da nossa música e doidos por uma dose de uísque.
(Dom Diego também aprovou o filme, embora tenha sofrido um pouco com a profunda suspiração das Fridas sempre que Chico Buarque aparecia na tela com aqueles olhos, aquela boca… aiai… >supiro< )

Helê

Nós preparamos uma antologia no site oficial do Vinícius, mas não conseguimos pegar o link. Quem quiser pode procurar por lá, o nome da antologia é Duas Fridas.

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