Imagina, que no outro dia a coluna Radar fez uma listinha com os livros prediletos de cada um dos candidatos à presidência. Sobre o Lula, escreveram “que se saiba o presidente nunca leu um livro na vida”. Carácoles. O cara não morreu. O certo não seria ligar para sua assessoria e perguntar, em vez de supor? Que revistinha péssima.
Marina W – onde é que eu assino?

-Monix-

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A ilha

Mamãe eu quero ir a Cuba, quero ver a vida lá. La sueño una perla encendida sobre la mar.

Monix, apud Caetano Veloso

Sacanagem

Veja bem, o cara nasce América (sim, porque ninguém escolhe ser América, você nasce assim. É algo, em geral, que você herda, como alguns herdam fortunas, outros, diabetes). Aí o cidadão passa não sei quantos anos torcendo para que o time chegue a uma final, qualquer final – que pra torcer pra ser campeão ele precisa passar primeiro nessa etapa. Então o América vence uma semifinal dramática, decidida nos pênaltis depois de nove cobranças, e no dia seguinte o que está na capa do jornal? A família do Romário. Foi o que fez O Globo ontem. É ou não é sacanagem?

Que fique claro que eu não sou desses opositores de plantão do Romário. Também não tenho nada contra família, muito menos a dele. A foto é inclusive bacana, mostrando as gerações unidas na torcida, e merecia destaque – não são muitas as famílias ilustres que torcem pelo América. Mas não deveria estar na capa, roubando do torcedor o prazer insubstituível de ver seu time na capa do jornal após uma vitória sofrida.

***
Dando ”uma no cravo e outra na ferradura”, como se dizia antigamente, vale a pena ler a reportagem ”O cartão vermelho que despertou o juiz negro”, publicada pelo mesmo Globo, no domingo, dia 5. Ainda é possível encontra-la on line. Um caso de racismo clássico num texto extremamente bem escrito pela repórter Dorrit Harazim.
Helê

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