Atire a primeira pedra

Abril 16, 2008

É sempre bom lembrar que o princípio de presunção de inocência (“todos são inocentes até prova em contrário”) vale até o momento em que o juiz dá a sentença. Acho que em todos os lugares do mundo é assim, o que é muito bom, pois protege a todos nós. Se um dia formos acusados injustamente, o ônus da prova é do acusador e não de quem se defende. Desde os tempos da lei de talião, era olho por olho – e nada além disso.
Dito isso, quero propor uma reflexão. Mesmo que os acusados sejam efetivamente culpados – e não estou dizendo que não são, apenas que é preciso aguardar o julgamento – ninguém deveria ser submetido ao linchamento moral que está em curso. Lembremos sempre que a humanidade é composta de cada um dos indivíduos que a compõem. O pai e a madrasta são, assim, de forma indissolúvel, parte de cada um de nós, queiramos ou não.
Isso para não falar nos direitos dos dois outros menores envolvidos na tragédia – os filhos do casal, que perderam irmã, pai e mãe de uma tacada só.

A Justiça não pode ser movida pela raiva. O Estado de Direito existe para nos proteger de nossa própria fúria.

-Monix-

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