Pra receber Monix

Ela vem chegando
E feliz vou esperando
A espera é difícil
Mas eu espero sambando
Pois uma flor é uma rosa
Uma rosa é uma flor
É um amor essa menina
Essa menina é
minha sócia
ZAZUEIRA
(Jorge Ben)

Pra levantar o astral …
…e começar bem o dia, antes do Primeiro Jornal
(era pra ter postado ontem, mas não deu, então vai na terça mesmo!).
Helê

Obelix do humor*

Depois de me certificar de que a morte do Bussunda não era uma piada, tentei não me comover muito com a notícia. Afinal eu não era assim uma fã dele; há tempos não via o programa. E o sensacionalismo global transforma todo morto em gênio e toda perda em tragédia.

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Bom, mas tudo isso fica claro e límpido assim, escrito e digerido. Durante todo o sábado permaneceu aquele desconforto, um desassossego indefinido, aquele clima de ”Puta merda, heim?!”. Porque existem várias maneiras de estar próximo de alguém, e pra minha geração era como se o Bussunda fizesse parte daquela turma de meninos mais velhos colégio, sabe? Os caras do último ano, os engraçados, os malucos. Eu comprei o Planeta Diário e a Casseta Popular na banca. Então isso que hoje preenche obituário e virou história, eu vi acontecer e acompanhei nos últimos 20 anos.

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Sem contar a carioquice e o fato do cara pertencer à Nação Rubro-Negra.

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Conclusão: não deu pra deixar de chorar e me compadecer dos amigos e da família. Impossível também não se assustar ao espiar a morte chegar pra alguém que se não era da minha idade propriamente, era da minha geração, e tem a idade de muitos dos seus amigos.

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E todo mundo ficou meio aparvalhado, porque as primeiras tentativas de justificar o injustificável, a morte, logo logo foram derrubadas. A reação primeira das pessoas foi: ”Também, não se cuidava… gordo daquele jeito…” Em seguida vários depoimentos deram conta de que Bussunda cuidava-se, especialmente nos últimos meses, tendo feito um check-up seis meses atrás. O que não nos deve incentivar ao descuido, mas à aceitação de algo que só pode mesmo aceitar – porque nunca vamos compreender: a morte.

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E a melhor homenagem, pra mim, foi do Kibe Loco, que conseguiu unir ternura e humor, sem pieguice:

Helê
*Segundo definição do casseta Hubert, para quem o Bussunda caiu num caldeirão de piadas quando nasceu, assim como o herói amigo do Asterix

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