Da série proibições proibitivas

Duas notícias que li recentemente informavam que 1) um juiz revogou a proibição de doação de sangue por homossexuais num estado do Nordeste (desculpem, não me lembro mais qual era) e 2) o Internacional quer proibir a presença de torcedores do Grêmio no estádio Olímpico. Independente do mérito das questões, meu senso prático não agüenta: como é que as pessoas pretendem saber quem é homossexual na fila das doações? E quem torce pelo Grêmio na fila da bilheteria?

-Monix-

Segunda-feira, Julho 31, 2006

– Se é verdade que a roupa carrega uma mensagem, você já pensou que a gente também veste palavras?

A Viviane Mosé pensou e eu adorei, dá uma olhada lá noEmpadalheia.

– Ah: e novas Julices, com direito a novo design. Corre!

Da série Favoritos das Fridas: Ditados

– Matei dois coelhos de uma caixa d’água só

– Quem sai na chuva é pra se queimar
Monix ‘Matheus’

– Mais tem Deus pra dar que o diabo pra carregar.
– Mais vale um “Deus te acompanhe” do que um “O diabo que te carregue”.
Helê ‘Carola’

Uma (boa) notícia

Depois das notícias terríveis sobre a guerra e as cenas lamentáveis de ontem no jogo entre Grêmio e Inter, eu tive um acesso de Pollyana e quis mostrar aqui a notícia que O Globo deu na sexta-feira. Depois dessas duas que mi sócia postou então, decidi publicar esta história carioca, como uma espécie de antítodo bem-humorado. Fiquei feliz com o acontecido e com o fato de ainda haver espaço no jornal para esse tipo de notícia:

O EXEMPLO DA TORCIDA DO BEM – 28/07/2006
Dentista vascaíno se rende ao fair play do taxista rubro-negro

Ainda há torcedor do bem, que pode ser visto em todos os cantos da cidade com a camisa do seu clube após grandes vitórias e conquistas. A história contada pelo dentista Américo Soeiro, maranhense de nascimento e vascaíno de coração, prova isso e mostra que a violência não é das torcidas, mas de grupos que se infiltram nas arquibancadas para instaurar a desordem.

Américo mora em Ipanema e seu consultório fica no Leblon. Seu lar é constituído por vascaínos roxos. Como a vantagem do Flamengo era grande, todos ficaram em casa.
– Eu, por exemplo, decidi assistir pela tevê à partida São Paulo x Chivas (jogo em Guadalajara, pela Copa Libertadores). Não queria sofrer. Claro que mudei o canal.

Ontem, por acaso, Américo resolveu ir de táxi ao consultório.
– Só que o motorista vestia a camisa rubro-negra. Quase desisti…
E o que aconteceu?
– Disse a ele: amigo, sabe que pode ter passageiro que prefira um táxi sem que o motorista esteja com esta camisa?
O motorista respondeu-lhe:
– Ué, por quê?
O dentista respondeu:
– Eu, por exemplo, sou vascaíno.
O piloto gargalhou e prometeu:
– Ah é? Então o senhor não vai pagar nada. Vai viajar de graça. Seu time me proporcionou uma alegria enorme.
Os dois riram, apertaram as mãos e o táxi seguiu com os cordiais ”inimigos”.

Jornal: O GLOBO Editoria: Esportes Edição: 1 Página: 39 Primeiro Caderno

Helê

As cotas raciais, agora sob o viéis econômico

Fala-se de uma economia forte e estável quando o país conviver, ao longo do tempo – e não apenas em espasmos – com um setor público realmente equilibrado, preços realmente estabilizados e o setor externo realmente em expansão. Nada disso será possível, podem acreditar, enquanto as vias de acesso do mercado aos bens e serviços que tal economia poderia oferecer continuarem vedadas à maior parte da população.
É necessário, por isso mesmo, enfrentar a questão das políticas afirmativas e da imposição de cotas para negros e/ou pobres em diversas áreas de atividade. Os doutos e sabidos têm a obrigação de arrumar soluções e saídas. Mas começando já – e não, como é clássico entre nós, deixando tudo para as próximas gerações. A longo prazo, como ensinou Lord Keynes, ícone da moderna economia do século XX, estaremos todos mortos.
(…)
Dados como esses indicam a necessidade de ações afirmativas e “desiguais” para a superação das discriminações seculares. Sem isso, nascer negro continuará a ser o caminho mais natural para crescer pobre.

Leia a íntegra No Mínimo.

-Monix-

Vou aderir à campanha lançada pela Helê elogiando a vaca-mãe.

– André, o que você quer ganhar de aniversário: um Playstation ou um trem elétrico?
– Mãe, se eu tiver um Playstation, a gente não vai mais conseguir conversar que nem a gente tá conversando agora. Meus amigos todos têm, quando eu for na casa deles eu jogo.

Todo mundo batendo palmas pra Lôra, que ela merece!

-Monix-

…e o funk carioca ganhou o mundo. Conheçam Tigarah, a Tigrona do Japão: 

-Monix-

9:49 AM

É o meu maior prazer vê-lo brilhar

C.R. Flamengo, Campeão da Copa do Brasil 2006
Saudações Rubro-Negras!

No Dufas Dial, várias opções para comemorar, de Dom Maia a João Nogueira.

Helê, claro!

Mulher solteira se acha

Faz pouco mais de um ano que me separei. Desde os meus 16 anos tive namorado(s) e marido. Apesar disso, nunca acreditei em relacionamentos que não deixassem espaço para as individualidades. No dia-a-dia, isso significava amigos diferentes (homens ou mulheres, isso não tem a menor importância), vida social própria, (muito bem-vindos) momentos de solidão em casa, enfim, coisas que deveriam ter me preparado para viver muito bem sozinha. De fato vivo bem sozinha, mas não sabia que seria tão difícil me definir como solteira. Até pouquíssimo tempo atrás, ao olhar para mim mesma, não era isso que eu via. Ao escutar uma história sobre triângulos amorosos, eu me identificava com a mulher casada. Isso diz muito sobre o que se passava na minha cabeça e no meu coração. Aos poucos, começo a perceber que essa situação está mudando. Ainda não sei bem como é essa tal “vida de solteira” (e nada disso tem a ver com o fato de eu ter um filho – uma coisa é uma coisa, outra coisa, etc e tal). Mas começo a sentir o cheiro da liberdade (no sentido mais amplo que a palavra possa ter), e não posso dizer que não estou gostando. :-)

-Monix-

Trilha sonora do post: Tema do Solteiro

Leitura complementar para o post abaixo.
(Update da Monix)

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