A privacidade das celebridades. Esse, para mim, é o supra-sumo do não-assunto. Nem ia escrever sobre o tema, mas após um papo de bar ontem à noite, resolvi estender o debate aos meus blog-amigos. Digam se é ou não é.
Agora, prestenção: a pergunta não é sobre o direito das celebridades à privacidade, nem sobre este ou aquele caso específico (vocês sabem ao que estou me referindo). Quero saber se vocês acham que isso é um tema de interesse para a nação, quiçá o mundo. E por quê.

-Monix

Valeu, Cristiano!


Graças ao Frido irmão consegui me dar o presente de aniversário que eu mais queria (o que significa que eu vou gostar de todos que eu ganhar, já que não há risco de decepção;-) ). Cris trouxe, Sociamada fez o mei de campo e o Idelber e o Bernardo foram meus preciosos consultores. Obrigada todo munda, mas em especial ao Cristiano, a quem eu serei eternamente grata – mesmo quando vender em 10 vêis na Cazivideo. Graças a ele, agora…

Eu podo.

Helê, disfarçando, mas com a mesma cara de pau do ano passado (!) 6:08 PM

Hoje é segunda-feira, chove na cidade do Rio de Janeiro, mas ainda assim… a vida pode ser bela.

-Monix-


A feminista mostra novos pontos de vista sobre a ditadura da magreza.

-Monix-

Li no Globo: “Espanha causa choque ao proibir desfile de modelos esqueléticas”. (Link só para cadastrados.)
A mim o que causa choque é ver a foto da modelo esquelética de biquini que ilustra a matéria. Não me venham com essa conversa de que bulimia é um estilo de vida (sim, há quem defenda essa insanidade). Não me venham defender a liberdade do estilista (está lá, na reportagem do Globo, que cita a agência Reuters). Não me venham com essa conversa de que a indústria da moda “está sendo usada como bode expiatório” (também na reportagem).
Esse culto ao esqueleto já passou dos limites. Beira a sociopatia. Precisamos parar, e tem que ser logo. Repensar o modelo estético que queremos para nós. Recusar esse padrão doente. Saude já. Mental, principalmente.

-Monix-

Update: Com exceção do Zé e do Giba, até agora só as mulheres comentaram o assunto. Fico curiosa para saber a opinião dos rapazes. Falem, meninos! Mesmo que seja para dizer que nós estamos loucas e que a mulher-esqueleto é que é legal. ;-)

11:00 AM

Recadim

Ó só, pessoas, seguinte: eu respondi todos os comentários do post sobre os cds, como uma forma de manter a conversa e agradecer os comentários de vocês, sempre tão necessários pra dar inteligência e diversidade aos meus escritos. Do mê (como se diz no nordeste) ao zê vai rolar, mas eu preciso antes dar ao menos uma aparência de casa a este acampamento que ora habito (pintura, reforma, estofamento, essas coisas enlouquecedoras para uma libriana com ascendente em virgem). E resgatar das profundezas exatamente essa parte da coleção, soterrada entre uma persiana, três quadros e uma mesinha de cabeceira.
Pra completar, ocorre que também ando apertada de costura no trabalho. Mas já, já vou mostrar minhas etiquetas, Monix – mas tenha paciência que a primeira delas é indecisa. :-)
Helê

12:12 AM
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Rótulos


Fui etiquetada!

Se Monix tivesse rótulo e viesse com uma etiqueta, esta etiqueta diria o seguinte:

Intuitiva – Faço compras sem olhar preço de nada. E praticamente sem consultar lista. Começo a botar as coisas no carrinho, calculo mais ou menos (“essa compra vai dar trezentos e poucos reais”), não falha nunca. Estaciono de ouvido. Canto de cabeça. Não fico remoendo um problema, deixo ele quietinho em alguma gaveta da mente e eis que de repente a solução pisca. É assim que funciono, não me perguntem como, mas é.

Preguiçosa – Tudo que existe em formato delivery conta com minha fidelidade de consumidora. Compro tudo no Submarino, desde fogão e bicicleta ergométrica a livros e CDs. Sou capaz de passar um fim de semana inteiro sem botar o nariz na rua, pedindo desde a pizza aos filmes da locadora. Meu lema é: não deixe para hoje o que pode ser feito amanhã. Bem Scarlett O’Hara.

Ousada – Embora tenha recebido (merecidamente, admito) a alcunha de Musa da Sensatez, não tenho medo de ter medo. Quando aparece um desafio, uma novidade, uma coisa que nunca fiz, me jogo. Raramente me arrependo.

Dogmática – Eu falo as coisas com uma certeza que assusta até a mim mesma. Às vezes me convenço de coisas das quais não tenho a menor convicção. Acontece muito de alguém me dizer que eu falei tal coisa, e eu nem lembro nem acredito naquilo. Portanto, não creiam muito nas minhas certezas, elas são falsas. Ou melhor: aparentes.

Engraçada – Outra da série “eu sou uma farsa”. Porque todo mundo me acha seríssima, mas no fundo eu sou bem palhaça. :P

-Monix-

Quem eu vou etiquetar?
Helena
Angela
Cam Seslaf
Marcos VP
Surya

Encontros imprevistos

Os cds aqui em casa são organizados por ordem alfabética de artistas, apenas. É uma coleção modesta, eu não entendo muito de música para separar por gêneros. Na verdade acho difícil mesmo, porque muitas vezes o DNA é tão misturado que não para dizer onde termina o baião e começa o bailão, ou quando a salsa encontra a valsa e produzem um merengue daqueles. Então fico nessa classificação que me parece a menos complicada, embora dúvidas sempre apareçam – Fagner fica em F ou em R, de Raimundo? É Fundo de Quintal ou Grupo Fundo de Quintal, como aparece em vários discos? 14 Bis fica em C, no Q ou antes de tudo por ser número?

Mas o bacana mesmo são os encontros forçados que essa arrumação proporciona e pensar no que elas poderiam gerar: parcerias, estranhamento, jam sessions ou até mesmo brigas por absoluta incompatibilidade de gênios ou gêneros. Acho, por exemplo, que Alanis Morissette e Adriana Calcanhoto se entendem muito bem lá na prateleira. Mas o Sinatra e o já citado Fundo de Quintal fazem uma composição, no mínimo, inusitada. Até posso imaginar o Bira Presidente cantarolando Strangers in the night num arroubo apaixonado, mas o Sinatra no Cacique de Ramos é meio improvável… Mais ou menos como o encontro de Geraldo Pereira e George Michael. Já o encontro da Ângela Rorô com a Ana Carolina poderia render bons frutos: talvez Rorô pudesse corrigir o rumo da breguice que a Carolina escolheu, e esta poderia retribuir dando visibilidade à talentosíssima porém um tanto esquecida Rorô.

Caetano ao lado da Cantoria é menos exótico do que parece, depois que ele revelou no livro ‘Sobre as letras’ que ele escreveu Beleza Pura inspirado nos versos de Elomar em Violero. Cartola parece confortável ladeando a ‘Casa de bamba’; já o Buarque não sei se tem muito assunto com o Science. Edith Piaf, Earth, Wind and Fire e Elba Ramalho só tem em comum mesmo a inicial – embora em possa imaginar Elba ouvindo e curtindo os dois primeiros. Cazuza certamente não reclama de ter Cat Stevens como vizinho, sorridente e lindo (pelo menos era assim, 30 anos atrás). O Barão Vermelho eu tenho certeza que se pudesse, dava em sumiço no Barry White, só pra ficar mais perto dos Beatles. Mas a vizinhança com os meninos talvez seja o centímetro quadrado mais valorizado e disputado de toda coleção.

Os Joões parecem se dar bem – Gilberto, Bosco e Nogueira – e quando precisam de animação convidam os vizinhos Jorges, o Aragão e o Benjor (Seu Jorge eu deixei no S, embora tenha dúvidas). Outra convivência pacífica e harmoniosa que teria sido inclusive frutífera, é Legião Urbana e Lenine. O mesmo não se pode dizer de Lulu Santos e Luiz Gonzaga, que parecem se medir mutuamente, desconfiadíssimos. Como misturar água de côco e rapadura? Já Luiz Melodia acho que combina com mestre Lua – pelo menos já gravou um forró.

Bem, interrompo por aqui essa viagem; se vocês gostarem do post eu tento terminar a coleção falando do pessoal do ême ao zê. As fotos são de parte da coleção, um pedacinho importante da minha casa e vida.

Helê

O Idelber, como sempre, tomou uma atitude verdadeiramente inteligente em relação à polêmica que move a blogosfera atualmente: o caso José Sarney X Alcinéa Cavalcante.
Estou aderindo à campanha da candidata ao senado pelo Amapá Cristina Almeida. Tirar Sarney do Senado deveria ser uma prioridade nacional. Se algum dos nossos poucos leitores for amapaense ou conhecer alguém que more ou vote naquele estado, por favor, divulgue.

-Monix-

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