Outubro 19, 2006

Ai, Helê, jura que eu vou ter que confessar meu voto pra governador aqui? Tudo bem, por você eu tomaria banho gelado no inverno, então vamos lá.

Eu tenho um critério para votos no segundo turno, e costumo segui-lo, há muitos anos, por isso raramente anulo meu voto (mas já anulei – e me arrependi). A eleição em dois turnos é feita para que na primeira etapa os eleitores escolham a melhor opção e, na segunda, bloqueiem a pior alternativa. Essa é a idéia.
Meu critério é simples: entre um candidato com história política, qualquer que seja, e um candidato que se enquadre no que eu chamo de “arrivista”, ou seja, aquele que acabou de chegar, eu sempre fico com o primeiro. Se tem uma coisa que eu realmente não compro é esse discurso da despolitização da política. Fulano é um ótimo administrador, é sério, etc e tal. Ok, então quando eu for presidente de uma multinacional, contem comigo para contratar Fulano para Diretor Financeiro. Mas estou votando para governador do meu estado. Quero alguém que saiba o que está fazendo. E sim, amigos leitores, por pior que soe aos nossos ouvidos traumatizados, essa criatura estará fazendo política. Exemplo: entre César Maia e Luiz Paulo Conde, voto no primeiro, tapando o nariz, porque com certeza tem muito mais estrada que o segundo.
Segundo esse meu critério, votarei no Sérgio Cabral. A juíza que me desculpe, mas vai ter que comer muito feijão com arroz ainda pra ganhar meu voto. Não me orgulho disso, não faço campanha, não recomendo, mas a sócia perguntou e eu não podia me furtar a dar meus motivos.

-Monix-

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Da série Diálogos Musicais

Outubro 19, 2006

Retomando aquela linha de posts musicais, está rolando no Dufas Dial a partir de hoje o encontro entre Ritas – que apesar de décadas de distância, mantém a mesma frieza e desprezo pelos homens que passam em suas vidas, sejam eles o Chico Buarque, Seu Jorge ou Zeca Pagodinho. As duas inclusive já estão escaladas para um outra seleção de mulheres ”danadas’, pra dizer o mínimo. Mas isso fica pra depois.
Por ora, ouçam, curtam, comentem.
Helê

E você?

Outubro 19, 2006


Ó só, dá uma ajuda aqui? Eu fiz campanha contra o voto nulo no primeiro turno, convicta. Compreendo que este voto possa ser uma maneira de protestar blábláblá, mas só e somente quando estiverem esgotadas todas as outras possibilidades. E o que eu via muito era uma certa covardia, às vezes até mesmo preguiça de se comprometer com uma determinada posição.

Porém – ai, porém! – agora vamos nós aqui no Rio decidir entre Cabralzinho e Mme. Frossard. Cara, como a gente diz lá no subúrbio, tá ruim de segurar com a mão. Eu votei nela contra o Crivela sem nem piscar, mas agora… Eu tento, viu, mas quando eu vejo o horário político ou ela no debate, me sinto torcendo por um time pequeno, tipo São Cristóvão, sabe como? Você quer que acerte, mas não convence.

Já no vascaíno – que já tem contra si essa característica – eu votaria se o DNA contasse, porque a gente sempre tem esperanças que afinal um filho do Sérgio Cabral não seja uma pulha absoluto. Mas o cara é tão profissional, tão bom de vídeo e imbatível em debate que dá meda.

Então hoje eu não vou dar pitaco, mas pedir. Ajudem-me a checar se realmente todas as possibilidades estão esgotadas.

Helê

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