Que vergonha!

Outubro 21, 2006



Olha, todo mundo já falou da manipulação da imprensa, antes e melhor que eu. E já há manifesto e abaixo-assinado contra o comportamento da imprensa nessas eleições. Mas mesmo assim, dá licença de usar o blogue pra falar da manchete do Globo de hoje, que é inacreditável. Diz o seguinte, sobre uma foto de Lula e Alquiminho no debate:Petista confirmou que Freud mandou comprar dossiê. Donde o apressado leitor, de passagem pela banca, deduz que ontem, no debate, Lula teria confirmado a tal compra. Então aquele um pouco menos apressado lê a matéria, ainda na primeira página: O petista Gedimar Passos reafirmou à Polícia Federal no dia 18 de setembro, três dias após ser preso com parte do R$1,7 milhão que seria usado para compra o dossiê contra os tucanos… O grifo é meu, gente, pra vocês não duvidarem do que eu custei a acreditar: o jornal reapresentou uma matéria de um mês atrás como se fosse nova, junto a uma foto de ontem, que lhe confere o sentido que o jornal que dar à notícia.
Cara, eu fiquei chocada. E envergonhada, juro. E com mêda do que vão aprontar até o dia 29 – que nunca custou tanto a chegar…

Helê

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Outubro 19, 2006

Ai, Helê, jura que eu vou ter que confessar meu voto pra governador aqui? Tudo bem, por você eu tomaria banho gelado no inverno, então vamos lá.

Eu tenho um critério para votos no segundo turno, e costumo segui-lo, há muitos anos, por isso raramente anulo meu voto (mas já anulei – e me arrependi). A eleição em dois turnos é feita para que na primeira etapa os eleitores escolham a melhor opção e, na segunda, bloqueiem a pior alternativa. Essa é a idéia.
Meu critério é simples: entre um candidato com história política, qualquer que seja, e um candidato que se enquadre no que eu chamo de “arrivista”, ou seja, aquele que acabou de chegar, eu sempre fico com o primeiro. Se tem uma coisa que eu realmente não compro é esse discurso da despolitização da política. Fulano é um ótimo administrador, é sério, etc e tal. Ok, então quando eu for presidente de uma multinacional, contem comigo para contratar Fulano para Diretor Financeiro. Mas estou votando para governador do meu estado. Quero alguém que saiba o que está fazendo. E sim, amigos leitores, por pior que soe aos nossos ouvidos traumatizados, essa criatura estará fazendo política. Exemplo: entre César Maia e Luiz Paulo Conde, voto no primeiro, tapando o nariz, porque com certeza tem muito mais estrada que o segundo.
Segundo esse meu critério, votarei no Sérgio Cabral. A juíza que me desculpe, mas vai ter que comer muito feijão com arroz ainda pra ganhar meu voto. Não me orgulho disso, não faço campanha, não recomendo, mas a sócia perguntou e eu não podia me furtar a dar meus motivos.

-Monix-

Da série Diálogos Musicais

Outubro 19, 2006

Retomando aquela linha de posts musicais, está rolando no Dufas Dial a partir de hoje o encontro entre Ritas – que apesar de décadas de distância, mantém a mesma frieza e desprezo pelos homens que passam em suas vidas, sejam eles o Chico Buarque, Seu Jorge ou Zeca Pagodinho. As duas inclusive já estão escaladas para um outra seleção de mulheres ”danadas’, pra dizer o mínimo. Mas isso fica pra depois.
Por ora, ouçam, curtam, comentem.
Helê

E você?

Outubro 19, 2006


Ó só, dá uma ajuda aqui? Eu fiz campanha contra o voto nulo no primeiro turno, convicta. Compreendo que este voto possa ser uma maneira de protestar blábláblá, mas só e somente quando estiverem esgotadas todas as outras possibilidades. E o que eu via muito era uma certa covardia, às vezes até mesmo preguiça de se comprometer com uma determinada posição.

Porém – ai, porém! – agora vamos nós aqui no Rio decidir entre Cabralzinho e Mme. Frossard. Cara, como a gente diz lá no subúrbio, tá ruim de segurar com a mão. Eu votei nela contra o Crivela sem nem piscar, mas agora… Eu tento, viu, mas quando eu vejo o horário político ou ela no debate, me sinto torcendo por um time pequeno, tipo São Cristóvão, sabe como? Você quer que acerte, mas não convence.

Já no vascaíno – que já tem contra si essa característica – eu votaria se o DNA contasse, porque a gente sempre tem esperanças que afinal um filho do Sérgio Cabral não seja uma pulha absoluto. Mas o cara é tão profissional, tão bom de vídeo e imbatível em debate que dá meda.

Então hoje eu não vou dar pitaco, mas pedir. Ajudem-me a checar se realmente todas as possibilidades estão esgotadas.

Helê

Polarização

Não tô gostando nem um pouco da polarização que parece dominar o clima da campanha presidencial. Não lembro de ter sentido os ânimos tão acirrados nem nas eleições de 1989, quando até se justificava uma certa tensão no ar, visto ser aquele o primeiro pleito presidencial após tantos anos de ditadura militar. Essa história de nordestinos versus sulistas, ricos contra pobres, sei não, isso não vai acabar bem. Que tal baixar um pouco o tom, minha gente? Todo mundo quer o melhor para o Brasil, a seu jeito. Podemos discordar na forma, mas o objetivo final é o mesmo. Não é caso para levantar tanta poeira. Eu acho, pelo menos.
-Monix-

Valeu, Juju, pelo link. (Não deixem de clicar, é impressionante.)

De volta

Outubro 18, 2006


”ÔÔÔÔ Obina é melhor do que o Eto’o”
Grito de guerra da torcida rubro-negra no Maracanã

Cara, tanto quanto o meu time, eu amo essa torcida cujo humor é incomparável! Hahahahahaha!

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Flamengo volta a ser forte no Maracanã
Com cinco vitórias, rubro-negro pode atingir 73% de aproveitamento em casa

Zé, meu querido Zé, eu sinto muitíssimo que tenha sido contra o seu Corinthians (e nada nada de ter sido sobre o Leão) mas que é maravilhoso começar a semana lendo manchetes como essa, ah isso é.

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Eu sei, eu sei que o jogo foi domingo, hoje já é quarta. E daí?

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Mudando de assunto: hoje, ao sair da academia depois de uma catártica sessão de esteira, ouvia relaxadamente a bela gravação da Sandra de Sá com o Toni Garrido de ”Não vá” . E depois de milênios eu descobri que cantava errado. Sempre cantei: ”Ciúmes, aventura/vamos curtir a solidão” e dei-me conta de que é ”Se um quis aventura/dois curtiram a solidão”. O impressionante nesses erros é que quando ouvimos a letra correta, parece tão óbvio, soa tão absurdo a versão anterior… E você? Conta um virundun aí nos comentários, vai.

Helê

Beleza

O novo vídeo da Campanha pela Real Beleza, da Dove, mostra a transformação por que passa uma modelo antes (na maquiagem e no penteado) e depois (no pohtoshop) de posar para a foto de um outdoor.

É tudo marketing, eu sei. Mas entre o marketing burro e o marketing inteligente, fico com o segundo.

-Monix-

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