Mulheres na direção – enquete

Fevereiro 01, 2007

Tenho 37 anos e não dirijo. Carros. E não há para isso uma explicação sensata, como medo do trânsito. Ou uma opção ética, do tipo não gosto e não quero. Não, apenas não dirijo carros até hoje, embora já tenha tido aulas em diferentes momentos da vida.

Claro está que isto pra mim é metáfora de algumas coisas, mas saindo do pessoal e indo para o cultural, o coletivo – que eu sempre achei sociologia mais fácil que psi – , eu comecei a pensar no que significa para as mulheres dirigir um carro e elaborei as seguintes hipóteses:

1) Grande parte das mulheres da minha geração têm pais motoristas e mães não;

2) Boa parte das mulheres que conheço começou a dirigir quando precisou, tendo com o carro uma relação utilitária. Por exemplo, aprenderam a dirigir porque tiveram filho, ou porque foram morar numa cidade onde dependiam do carro. Já os homens aprendem assim que podem, e não quando precisam.

3) Num casal em que os dois dirigem, quando juntos, em geral o homem é o motorista, muitas vezes sem que o contrário seja sequer cogitado.

E você, moça, quando aprendeu a dirigir e por quê? Sua mãe dirige? Dirigir pra você é um prazer?

Helê

A morte virtual. Ou não.

A morte virtual. Ou não.

Fevereiro 01, 2007

Esta semana um assunto esteve em pauta em muitos blogues: a não-morte da Meg. Resumindo muito, é uma blogueira conhecida e querida, doente há tempos, cuja morte foi anunciada em meados deste mês, merecendo diveros posts pela blogosfera afora. Dias depois, começaram rumores sobre a veracidade da informação e, neste fim de semana, concluiu-se que a Meg, como o Jamanta, não morreu.

Sobre esse assunto sinto que não tenho nada a acrescenter ao muito que já foi dito*. A não ser que acionou, claro, a Rádio Cabeça e desde então ela toca inisistentemente Meu gurufim e Fita Amarela. A última, clássico de Noel, todo mundo conhece mais ou menos, mas a primeira merece ter a letra transcrita:

Eu vou fingir que morri
Pra ver quem vai chorar por mim
E quem vai ficar gargalhando no meu gurufim
Quem vai beber minha cachaça
E tomar do meu café
E quem vai ficar paquerando a minha mulher

Quando o caixão chegar
Eu me levanto da mesa
E vou logo apagar
As quarto velas acesas
E vou dizer pra minha mãe
Não chora
Amigo a gente vê é nessa hora

(Lino Roberto/ Dominguinhos do Estácio/Sebastião Maria)

Gurufim era um velório com música, dança e bebida, muito popular no Rio de Janeiro até início do século passado, eventualmente resgatada em velórios de sambistas e/ou boêmios notórios, como aconteceu na morte de Mário Lago. Em ‘Faixa amarela’ Noel faz alusão ao ritual nos versos ‘Não quero flores, nem coroa de espinho/Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho‘. O site Favela tem Memória tem um excelente artigo sobre essa tradição, provável herança dos escravos.

Helê
*Caso você queira saber do babado completo, o Inagaki escreveu um post definitivo sobre o caso.

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