A cerveja e o assassinato do feminino

Fevereiro 05, 2007

A cerveja e o assassinato do feminino

Como não ficar estarrecida com a reiterada violência contra as mulheres nos comerciais de cerveja? Com raras exceções, a estrutura dos comerciais não muda: a mulher quase desnuda, a cerveja gelada e o homem ávido de sede. As campanhas são direcionadas para o homem, aquele que pode comprar.(…)
Todos os comerciais são de cervejas diferentes e estão sendo exibidas simultaneamente. Nesses comerciais não há metáforas. A mulher não é “como se fosse a cerveja”: é a cerveja. Está ali para ser consumida silenciosamente, passivamente, sem esboçar reação, pelo homem. (…)
Da mesma forma que o “piadista” racista e/ou homofóbico acha que tudo não passa de “brincadeira”, o marqueteiro misógino supõe que sua “obra-prima” apenas retrata uma verdade aceita por todos, inclusive por mulheres: elas existem para servir aos homens. E como é uma verdade aceita por todos, por que não brincar com ela? Ou seja, nessa lógica, ele não estaria fazendo nada mais do que reafirmar algo posto. Será? Não é possível que defendam aquela sucessão de imagens violentas como “brincadeiras”.
O que pensam os formuladores dos comerciais? (..) Será que eles ainda pensam que as mulheres não consomem cerveja?

Quer ler o texto completo? Passa lá no Chatô. A autoria é da Berenice Bento, mas nosotras assinamos embaixo.

Duas Fridas
PS: Gracias pelo envio, Caetana!

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