À segunda vista

Fevereiro 27, 2007


Não sei se acontece com vocês: às vezes ouço uma canção já conhecida inserida num filme, série ou seriado e, a partir de então, começo a gostar muito. Nem precisa ser uma regravação ou releitura, pode ser mesmo o original velho de guerra que, ao ser usado como tempero de uma boa história ou cena, ganha novo sabor. Três exemplos:


You’ve got it, Bonnie Raitt. Essa faz parte de uma certo inconsciente coletivo musical – aquelas músicas que todo mundo já ouviu uma vez na vida, embora não saiba ao certo a letra ou o nome de quem canta. Pra mim era isso, até assistir ‘Somente elas’ (Boys on the side), um road-movie-mulherzinha bem bacana.

Call me, Cris Montez. Sempre achei chatiiinha à beça. Ganhava alguma graça na voz do Frank Sinatra, mas aí não vale que ele enobrece até Boi da cara preta. Até que assisti uns capítulos (nem foi a minissérie toda) de ‘Anos Rebeldes’, em que a Cláudia Abreu interpretava uma Heloísa inesquecível que morria ao som da canção. Passei a adorar – e sempre que revejo a cena os olhos mareiam…

Twist and shout. É claro que Beatles são Beatles eticeteraetal. Mas eu sou de uma geração que nasceu quando os caras já tinham subido no telhado, literalmente. Então a gente foi conhecendo assim aos pedaços, um bocado aqui e outro ali, não ficou esperando o disco novo sair, sabe como? E pra gente essa música é a cena do Matthew Broderick em ‘Curtindo a vida adoidado’. Lembra?

E você, lembra de alguma canção que um dia passou na sua frente diferente e te arrebatou?

Helê

Anúncios

Fevereiro 27, 2007


Assunto: Respirem aliviados: não é o Rio (ou SP)!

Foi feito por um sociólogo o mapa da violência do país e foi constatado que os municípios longe das zonas metropolitanas são os mais violentos. A maior parte dos municípios mais violentos está no Mato Grosso, em áreas em que o poder público não existe. (Tem que ser assinante UOL para ouvir).Ouçam.
Bjs
Let

Recebi por e-mail, dela. Relevem o sotaque e escutem, as conclusões são muito interessantes.

-Monix-

E o Oscar vai para…

Fevereiro 27, 2007

Eu já falei que adoro Oscar, né? Mas quero registrar que a cerimônia desse ano foi uma das melhores de que tenho lembrança. A Ellen Degeneres estava ótima. Descontraiu o clima indo conversar com as celebridades da platéia, se fazendo de fã, bagunçando aquela coisa toda arrumadinha da cerimônia, que, afinal, é de gala. A premiação também me agradou. Eu tinha meus preferidos, como vocês devem lembrar. Não acertei quase nada, só cravei as barbadas: Alan Arkin e Helen Mirren. E A Verdade Inconveniente, claro. Mas esse praticamente concorreu sozinho. Aliás, uma das coisas que mais gostei na festa do Oscar foi a participação de Mr. Gore, que foi, indiscutivelmente, a estrela da noite. Aplaudidíssimo, super político e ao mesmo tempo totalmente à vontade. Acho que quem assistiu presenciou o nascimento de um novo ídolo mundial. Isso é que é dar a volta por cima.
Sobre os figurinos e fofocas de bastidores, a Denise e a Fal falaram melhor que ninguém, e em tempo real, então nem me atrevo, porque notícia velha só serve para embrulhar peixe na feira, como aprendemos na faculdade de Jornalismo (se bem que hoje em dia esses peixes são mais metafóricos que reais, mas enfim). Quem perdeu e se arrependeu, pode dar uma olhada no site oficial do Oscar: na página inicial tem um clipe com os melhores momentos, são só cinco minutinhos e o melhor da festa, incluindo duas performances do Pilobolus, o grupo de dança contemporânea que deu um toque bem moderninho à cerimônia.

-Monix-

%d bloggers like this: