Março 14, 2007


Só dois tipos de pessoas querem se casar atualmente: bichas e padres – Plínio Marcos

-Monix-

Meu favorito

Março 14, 2007



Se algum dia me perguntarem qual foi o maior cineasta de todos os tempos (ninguém nunca perguntou, não sei por quê), responderei, sem titubear, não Spielberg, não Godard, não De Mille, não Fellini, não Hitchcock… simplesmente Billy Wilder. Você provavelmente já assistiu uma penca de filmes dele sem nem saber.
Austríaco que viveu a juventude na Berlim dos anos 20 e se tornou americano antes da II Guerra, o homem tinha aquilo que chamamos “olhar estrangeiro” (quer dizer, EU chamo, banalizando o Lévi-Strauss que nunca li). Ou seja, uma capacidade de olhar pelo ponto de vista do observador externo, ser cínico sem ser cruel, criticar sendo empático.
Conhecer a filmografia de Billy Wilder é pré-requisito básico pra começar a conversar sobre cinema.
Ele fez filmes de quase todos os gêneros (as exceções que me ocorrem agora são o western e a ficção científica), e pensou argumentos de milhares de outros.
O diretor espanhol Fernando Trueba, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1993, iniciou seu discurso de agradecimento dizendo: “eu gostaria de acreditar em Deus, para agradecer a Ele. Mas eu acredito apenas em Billy Wilder… portanto, obrigado, Sr. Wilder.” No dia seguinte, Deus ligou para ele.

***
Este mês resolvi me dar um presente, tomei coragem e encomendei na Amazon uma coleção de nove filmes de God (digo, Billy) Wilder: Se Meu Apartamento FalasseAvanti – Amantes à ItalianaUma Loura por Um MilhãoIrma La Douce;Beije-me, IdiotaCupido Não Tem BandeiraA Vida Íntima de Sherlock HolmesQuanto Mais Quente, Melhor; e Testemunha de Acusação. Juntando aos outros que já tinha (SabrinaFarrapo HumanoCrepúsculo dos DeusesAmor na Tarde O Pecado Mora ao Lado), fiquei com uma filmoteca bem bacana do meu cineasta favorito.

***

Para quem quiser, tem a história do Billy Wilder na Wikipedia em português e em inglês e no Internet Movie Database.

-Monix-

%d bloggers like this: