Terça-feira, Março 20, 2007


Mas essa tal de blogosfera é mesmo muito sensacional, viu? Em tempo recorde, eis que a verdade sobre a lenda urbana apareceu! (A não ser que mais tarde se descubra que a verdade é que é a verdadeira lenda urbana, mas isso já é a viagem dentro da viagem, deixa pra lá.) Agradeço à Ana B., que deixou a dica lá no badaladíssimo Livro de Visitas da Fal.

-Monix-

Em tempo: o post em questão é aquele sobre o suposto poema do Victor Hugo musicado pelo Frejat, logo aí embaixo.

Março 20, 2007


Um dos argumentos dos que são contrários às cotas é sempre pela dificuldade que existe em reconhecer quem é negro ou não no país. Só o Brasil tem essa dificuldade. E a dificuldade só aparece quando é para se transformar em alguma vantagem. Na hora de ser desvantagem não há problemas. Quem anda de trem? Quem está no subemprego? Quem mora nos subúrbios? Quem está nas cadeias? Há dúvidas? Parece-me que não. Mas há dúvidas sobre quem é negro pra entrar nas universidades pelas cotas. Estranho não? Sugiro que se chamem os jornalistas que estão cobrindo a F1 e a costureira de Niterói para, juntamente com policiais, bombeiros e proprietários de imóveis que os alugam direto, sem imobiliária, ah, sim, e taxistas, principalmente os que circulam à noite, para formarem a Comissão Suprema de Classificação Étnico-Racial Brasileira.

Márcio Alexandre Gualberto, no Palavra Sinistra

Eu faria uns reparos aqui e ali no artigo do meu amigo Márcio, mas esse trecho é sensacional. A Comissão Suprema de Classificação Étnico-Racial Brasileira não pode prescindir de porteiros de variados matizes, seguranças e garçons, outro profissionais que, independente de sua própria cor, fazem uma distinção clara (ôps!) entre negros e brancos, sem hesitação ou consulta à bibliografia.
Esquecemos de alguma categoria profissional, gente?

Helê

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