Gil brasileiro

Quarta-feira, Abril 04, 2007

Gilberto Gil tem uma energia mansamente intensa. O elegante pioneiro da música brasileira e político gentil puxa o cabelo para trás num rabo de cavalo, mantendo discretamente os vestígios da rebeilião dos anos 60. Suas unhas longas e afiladas dedilham o ar enquanto ele fala. O ministro da Cultura brasileiro pode parecer um modelo de diplomacia. Mas por baixo da superfície Zen há um leão pós-colonial. (…)
“Este é o novo ingrediente cultural, esta é a novidade, isto é o que eu categorizo como poder suave, o poder que não está conquistando nada. Não está lá para conquistar, está lá para compartilhar. Este é o novo conceito de poder. Isto é hippie.”

Gente, eu acho um luxo ter um ministro da Cultura totalmente Nova Era, que é tema de uma reportagem como esta publicada no Miami Herald na sexta-feira passada. Sempre fui muito fã do Gil compositor, do Gil cantor, do Gil músico, do Gil que fala poesia em vez de prosa. Mas o Gil ministro, que poetizou até a política, esse é o campeão. Nesse mar de más notícias, tristezas e constragimentos, uma coisa dessas dá até um orgulhinho de ser brasileira (como ele).

-Monix-

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