Quarta-feira, Junho 27, 2007

Junho 27, 2007

Fotos da viagem, naquele ritmo: uma por dia.

-Monix-

Nunca

Junho 27, 2007

O oráculo disse:
Procure aproveitar a qualidade de movimento deste pequeno ciclo para fazer coisas diferentes: para que ir sempre aos mesmos lugares, quando existem tantos outros locais para você conhecer? Este é o momento de quebrar a rotina.

E eu obedeci:

Monix, de volta das férias na Bahia

Como seria, se fosse?

Junho 26, 2007

Há várias razões para querer um segundo filho (e outras tantas para não tê-lo; no fim das contas não é exatamente pelas razões que a gente decide). Mas eu dizia que entre as inúmeras vezes em que tenho rompantes de fazer outro filhote, há uma interessante: curiosidade. Eu tenho uma tremenda curiosidade para conhecer essa outra pessoa, ver como seria esta outra combinação de nós dois, o novo resultado dessa equação. Porque seria, novamente, uma mistura de nós dois, mas totalmente diferente de nós e da primeira. E esse reconhecer-se e ”desconhecer-se” nos filhos é um constante jogo de luz e sombra, surpreendente e fascinante.

Tenho uma curiosidade imensa também pela interação entre uma porção e outra, que química resultaria (ou que químicas, já que a relação entre irmãos transforma-se ao longo do tempo, como qualquer outra). Porque a gente pode desejar, trabalhar para e tentar muito criar alguém da maneira que acha bacana, e pra fazer com que os irmãos mantenham na vida prática um laço espiritual e emocional que vem de fábrica. Mas eu não tenho muitas ilusões quanto ao sucesso dessas empreitadas, no fim das contas eles serão quem vieram pra ser, e terão com a família e os irmãos a relação possível, de acordo com um monte de variáveis que a gente não controla. Então, no fim das contas eu tenho mesmo é uma curiosidade muito grande por essa outra possibilidade de vida.

Helê

OFICINA ONLINE NELSON RODRIGUES E AS TRAGÉDIAS CARIOCAS

Junho 23, 2007


Oficina coordenada pela escritora Sonia Rodrigues convida internautas a entrarem no mundo do escritor

“Só dois valores existem – permanentes – para o homem: O amor e a morte. Em torno desses dois mistérios, gravita a vida humana. É lógico, pois, que aí vá o artista buscar a matéria para sua criação”
Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues, autor homenageado da FLIP (Festa Literária Internacional de Parati) deste ano também está na Internet. Para quem quiser entrar no clima rodrigueano, a Nova Fronteira, em parceria com o site Autoria, coordenado pela escritora Sonia Rodrigues, promove a oficina online Nelson Rodrigues e as tragédias cariocas. Até 30 de julho, a oficina está aberta aos admiradores e leitores da obra do escritor que escrevem ou querem escrever contos sobre tragédias cariocas nos nossos dias.
Poderão participar gratuitamente da oficina os usuários que se cadastrarem nos sites www.novafronteira.com.brwww.nelsonrodrigues.com.br e , depois de ler uma das obras do autor sugerida no site. A idéia é introduzir os internautas do mundo de Nelson Rodrigues. “Propomos uma investigação de como se escreve e como se iniciam as pessoas na obra de um autor conhecido. A nossa preocupação é tornar as pessoas autores”, explica Sonia.

Gente, a dica é da Luísa, irmã de la Otra – ou seja, quentíssima! Não percam!

Helê

Garimpo provisório

Junho 21, 2007

Há um tempo atrás o glorioso Idelber propôs um meme lá no Biscoito sobre as pedras de toque da música popular brasileira – segundo ele, imagens que condensam um universo poético, resumem a obra de um autor, dizem mais que o aparente à primeira vista. Isso já tem uns dois meses, e desde então eu venho pensando nisso com alguma aflição, porque quando me faço esse tipo de pergunta reajo feito a centopéia, que estanca quando perguntam como ela pode andar com tanta perna: eu não sei. Gosto tanto de tantas músicas que sempre acho que estou esquecendo alguém muito importante. Além do mais, não sei se os trechos que pensei se enquadram exatamente na definição do Idelber. Pra sair da paralisia, seguem aqui algumas pedrinhas bacanas, preciosas pepitas que eu catei. Quanto mais demoro a postar mais o montinho cresce, estão aí estão, à espera das de vocês.

Por ser exato
o amor não cabe em si
Por ser encantado
o amor revela-se
por ser amor
invade e fim

Pétala, Djavan,
versos apenas perfeitos

Se nós nas travessuras das noites eternas
já confundimos tanto as nossas pernas
diz com que pernas eu devo seguir?

Eu te amo, Chico e Tom,
o cúmulo da beleza e elegância reunidas

Queria ser pandeiro
pra sentir o dia inteiro
a tua mão na minha pele a batucar

Coisas Nossas, Noel Rosa dengosamente sexy.

Tudo que se vê não é
igual ao que a gente viu há um segundo
tudo muda, o tempo todo
no mundo

Como uma onda, Lulu Santos e Nelson Motta, uma de várias canções-zen da dupla

E como eu não sei rezar
só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar
.
Romaria, Renato Teixeira, verso que eu já usei pra orar, com fervor.

Todo dia é dia e tudo em nome do amor
essa é a vida que eu quis
procurando vaga uma hora aqui, outra ali
no vaivém dos seus quadris

Pro dia nascer feliz, Frejat e Cazuza em grande estilo

A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela(…)
Será que eu serei o dono dessa festa?
O rei no meio de uma gente tão modesta

É hoje, Didi e Maestrinho, samba enredo da União da Ilha que nos atravessa quando a gente ouve.

Já que sou brasileiro
E que o som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do suingue
É o país da contradição
Eu canto pro rei da levada
Na lei da embolada
Na língua da percussão

Jack soul brasileiro, Lenine, brasilidade crítica e contagiante

Não posso compreender aquele azul
não era do céu
nem era do mar
foi um rio que passou em minha vida
e o meu coração se deixou levar
.
Foi um rio que passou em minha vida, Paulinho da Viola, outra força da natureza que invade a todos, portelenses ou não.

Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
e atrás dessa mulher mil homens,
sempre tão gentis
por isso para o seu bem
ou tira ela da cabeça
ou mereça a moça que você tem!

Deixa a menina, Chico Buarque, aquele que entende para ter uma mulher que samba assim é preciso, antes de tudo, merecer.

Meu tempo às vezes se perde
em coisas que não desejo
mas não repare esse lado
pois meu amor é o mesmo

Retiro, mestre Paulinho da Viola, o mais zen dos sambistas

E os seus versos ou estrofes preferidos da MPB? Aquele que, por mais que você ouça, sempre se encanta com a beleza, genialidade ou precisão?

Helê

Eu e Meu Rei

Junho 19, 2007




Hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil

Gente, são raros os meus momentos de timidez ou embaraço, mas são como os de qualquer um: eu ensaio o texto infinitamente e na hora sai tudo errado, eu gaguejo, o coração dispara e depois eu me acho uma imbecil. E tenho certeza que o outro me achou uma anta rematada. Mas valeu a pena tudo isso pra tirar uma foto com ele, dizer que eu o leio desde a época do “Para gostar de ler” – cujo título cumpriu a função. E dizer ainda pra ele que eu digo sempre pra vocês, meus amigos: “Veríssimo é o meu pastor e nada me faltará!”

Helê, novamente embevecida

Chico, 63 anos

Junho 19, 2007


O maior nome da Música Popular Brasileira em todos os tempos completa 63 anos hoje, após ter vindo ao mundo na clínica São Sebastião, no glorioso bairro do Catete – terra de bamba, onde também nasceu e viveu Cartola -, no Rio de Janeiro.

Longa vida para o velho Francisco, grande malandro, craque da música, do teatro e da literatura!
Christian

Mesmo com a exagerada referência catetiana, eu não podia deixar de postar isso, um post prontinho vindo pelo e-mail preparado pelo Chris. Só faltou dizer, claro, ao lado de grande malando, craque etc.: tesão de todas nós!
Parabéns, Chico!

Helê

Junho 18, 2007

No Julices, post novo!

Sensacional

Junho 18, 2007

O show foi no sábado, mas eu ainda continuo embevecida com o show de Lenine que vi no Circo Voador. Depois de uma semana bem punk, no pior sentido, o show foi revigorante, Em companhia do meu cunhado favorito, meu irmão em notas, o Lau, e da doce Vanessa, vi um dos melhores shows ever. Um repertório sensacional, banda impecável, luz linda e um Lenine iluminado, chega fica até fica até sexy, vou lhe dizer. Pra arrematar a noite, chope e papo até as 5 da manhã sem nem se dar conta do dia já ia ali, nascendo feliz. Prometos umas fotenhas assim que os dois pegarem intimidade com a máquina recém adquirida. Por ora, a canção que eu tento transformar em mantra, e pela qual eu tive uma rara paixão à primeira ouvida.

Do It (Lenine/Ivan Santos)
Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance

Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Quer dever, prometa
Pra moldar, derreta
Não se submeta

Helê

Meu herói

Junho 14, 2007



Eu gostei demais do post de amor ao Zorro que a sócia escreveu. Embora tenha pensado bastante nisso, não consegui eleger um herói da minha preferência, entre tantos que eu gosto, como Hulk do David Benner ou a Mulher Gato – que era vilã, eu sei, mas vai dizer que você não queria aquele corpo naquela roupa?

Bom, como eu dizia, não consegui me decidir, mas se tem um herói contemporâneo que eu adoro é o Shrek. Tá, eu sei que vai parecer corporativismo de gordo, mas é mais que isso. Depois de ver o terceiro filme da série, quase tão eufórica quanto a minha filha, fiquei pensando uma atitude que é típica do Shrek: ele é o herói que recusa o poder. O cara que pode ser o tal, mas diz não, obrigada, tô bem aqui no meu pântano. Ele faz todo o percurso do herói, resgata a princesa, livra-se do vilão, faz e salva amigos e na hora de sentar no trono ele não o  faz – não porque não pode, ou não consegue, ou não mereça: simplesmente não quer, e tem sobre isso uma clareza inabalável. Então vamos combinar que, pelo menos por ora, o meu herói perfeito é o imperfeito Shrek, o cara que só poderia dizer, ao fim de tudo, ‘Thank you for let me be myself’.

Helê

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