Terça-feira, Julho 31, 2007

Depois do acidente trágico com o avião da TAM, recebi mais de um e-mail com power point anexo mostrando os diversos acidentes ocorridos com aeronaves da companhia. Eu já trabalhei numa empresa ligada ao setor aéreo e, de fato, a fama da TAM não é das melhores. Dizem que manutenção não é mesmo o foco principal do primeiro escalão. Eu não acredito nem duvido. Minha formação de jornalista não me permite fazer afirmações que não possa comprovar.
Mas posso falar do que sei com certeza. E a declaração de princípios da empresa está na internet, para quem quiser ler. O primeiro e mais importante deles: “nada substitiu o lucro”. E na seqüência: “a melhor maneira de ganhar dinheiro é parar de perder”. Resta saber se para a estratégia da TAM a manutenção das aeronaves entrava na rubrica “investimentos” ou “despesas a fundo perdido”. A conferir.

-Monix-

Comentário supremo

Terça-feira, Julho 31, 2007

Quesito gaaaaaatos. Eu montaria fácil uma seleção poliesportiva multiuso (odiei chamarem a arena assim, parecia produto de limpeza). Uma não, duas. Uma nacional e outra internacional. A equipe de vôlei americana por exemplo entraria quase toda… Mas o melhor foi uma amiga minha q disse que a vontade dela era ir pros estádios com uma placa “aceito refugiados cubanos”! hahahahah

Eu tive que postar esse comentário da Renata, que eu achei o fecho com chave de ouvro do Pan, cês não acham?

Helê

Pan – fim

Domingo, Julho 29, 2007

I beg to differ. Mas é mesmo uma inglesa trocada na maternidade essa minha sócia, né, gente? Você tem toda razão, darling, não é uma coisa menor, eu também ficaria vermelha de bergonha, se a melanina permitisse.
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Desta vez, na cerimônia de encerramento, a vaia às autoridades foi democraticamente repartida entre união, estado e prefeitura.
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Que saber o que me emocionou nessa festa? Fernanda Abreu, DJ Malboro e as popozudas cantando funk. Eu fiquei pensando em que outra cidade um evento internacional e chapa branca feito o Pan abria espaço pra uma manifestação cultural da periferia, sem tentar estilizar ou folclorizar a coisa. Assim, em pleno maraca, com transmissão para as Américas, mandar que “eu só quero é ser feliz/andar tranqüilamente na favela em que eu nasci”? Achei lindo. Eu não sou fã do gênero, mas simbolicamente é muito interessante o DJ Malboro ter o mesmo espaço que o Lenine (maravilhoso como Jorge Drexler, cês viram?).

Helê

Domingo, Julho 29, 2007

No Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio

Nelson Rodrigues

Helê, dessa vez vou pedir licença pra usar uma expressão que eu adoro: I beg to differ. Não acho que o vexame das vaias da torcida possa ser reduzido a uma galhofa que passou dos limites.
Na minha opinião, o que se viu foi um público mal-educado e pouco acostumado com competições esportivas outras que não o futebol – e nesse ponto você tem razão, esperemos que eventos como esse sirvam para educar a platéia carioca. Se o Maracanã está acostumado a abrigar vaias homéricas, memoráveis, rodrigueanas, tudo certo: o futebol é um esporte coletivo, jogado para a multidão, em que a vibração da torcida faz parte do jogo. (Embora eu prefira, sempre, o apoio positivo, com aplausos, à tentativa de desestabilizar o adversário com vaias.)

O caso é que nos esportes individuais, como ginástica, tênis, hipismo, atletismo, pega muito mal vaiar um atleta. É como receber um convidado em nossa casa para o jantar e passar a noite inteira o ofendendo.

De resto, a cidade se comportou como sempre, à altura do evento internacional: como costuma acontecer, o caos anunciado virou conto da carochinha, quase não vimos engarrafamentos, não houve incidentes de grande porte. Mas as falhas da organização – e mesmo as de infra-estrutura – somadas ao comportamento lamentável da torcida, que, diga-se de passagem, teve apoio até de ícones do esporte nacional, como Oscar Schmidt, na minha opinião mancharam um pouco estes jogos que foram considerados os melhores de toda a história da competição pelo próprio presidente da Odepa.

Parece que o ufanismo histérico de Galvão Bueno e seus pastiches contaminaram a todos, e de repente virou questão de honra nacional conquistar todas as medalhas de ouro, mesmo as que não merecíamos. Tem até quem defenda a vaia, vai entender.

Embora eu não seja uma pessoa muito esportiva, ao que me conste a idéia geral da coisa, conforme ditou o Barão de Coubertin na pré-história das mega-competições-fortemente-patrocinadas, o importante era competir. E que vencesse o melhor.

-Monix-

A beleza branca da L’Oreal

Sábado, Julho 28, 2007

Soube pela Denise Arcoverde que a L’Oreal foi condenada pela corte francesa por discriminação racial. A ong SOS Racisme denunciou que empresa recrutou apenas e tão somente mulheres brancas em eventos e propagandas.
Imagina se a moda pega aqui, gente?

Helê

As 10 Melhores Músicas de Amor – uma explicação. Ou várias.

Sábado, Julho 28, 2007

A Helê pediu, nos comentários, uma explicação, mesmo que breve, sobre as músicas que escolhi para o post aí debaixo. Em primeiro lugar, deixa eu esclarecer uma coisa: embora eu seja realmente conhecida por minha “proverbial discrição”, como disse a sócia, o post sequinho foi muito mais resultado da falta de tempo de prepará-lo com calma, somada à pressa em postá-lo pra não perder o famoso “támin”, do que a um desejo de ser hermética.
Isto posto, vamos lá.
Consegui fazer essa seleção com uma facilidade que me surpreendeu. Não costumo tirar listas do chapéu, pra mim é difícil lembrar de músicas/filmes/livros espontaneamente. Em geral preciso dar uma pesquisada, olhar meu acervo, dar buscas no google, ler listas de outras pessoas, até conseguir chegar na minha. Mas essa veio quase de uma vez só, com pequenos ajustes e idas e vindas. Nem todas as escolhas têm necessariamente a ver com a minha visão de amor, ou com momentos românticos da minha vida; simplesmente selecionei letras que me parecem falar de amores bacanas. Meu critério é basicamente o mesmo do Lulu Santos: “consideramos justa toda forma de amor”.
O resultado final pareceu heterodoxo até mesmo para mim, quando terminei a lista. “Like a Virgin” é, de fato, uma escolha ousada, pra dizer o mínimo. Mas aí, quando fui procurar na Wikipedia informações sobre a canção, estava lá, nas palavras da própria deusa Madonna, num autógrafo dado ao Tarantino: “não é sobre pau, Quentin; é sobre amor”.
“Enjoy the Silence”, do Depeche Mode, também não parece pertencer a nenhuma lista de músicas românticas, porque está mais associada às nossas memórias new wave de danceterias e pistas de patinação, não é mesmo? Foi uma descoberta recente, por causa de uma gravação da Tori Amos, se não me engano. Pela primeira vez prestei atenção na letra e percebi como é linda. Daí procurei no You Tube e achei essa versão maravilhosa que mostrei pra vocês.
Outra que veio na categoria letras-que-descobri-de-repente é “Head Over Feet”, da Alanis, que descreve uma paixão avassaladora por um homem (ou mulher, vejam aí) que com certeza merece. Intensa é o mínimo que se pode dizer dessa canção.
“Ain’t No Other Man”, da Christina Aguilera, espantou até mesmo a mim quando entrou na lista e não saiu mais. Leiam a letra e me digam se não é uma declaração de amor super bacana.
Para não dizer que não falamos dos sonhos de amor, incluí “Whole Wide World”, que não conhecia e fui descobrir numa cena linda de um filme estranhamente romântico, como vocês podem conferir no link do You Tube.
Em homenagem aos amores impossíveis, botei uma pitada de “Bizarre Love Triangle”, com a letra do New Order e a gravação do Frente, que são ligeiramente diferentes. Eu gosto das duas.
“It Had To Be You” canta o amor que estava escrito nas estrelas; “Let’s Stay Together” é o amor realista, aquele que sabe das contas para pagar no fim do mês e do tédio de mais uma noite de sábado, mas ama assim mesmo – ou por isso mesmo. “Can’t Take My Eyes Off You” é o deslumbramento dos primeiros dias, é aquele amor dos olhos brilhando. E last, but not least, “The End” está aí representando os Beatles, porque eles não poderiam ficar de fora de uma lista com esse título. Mas convenhamos que uma seleção musical heterodoxa como essa não poderia abrigar nada menos óbvio que “the love you take is equal to the love you make”. E ponto final.

-Monix-

A lista brazuca está dando muito mais trabalho; acho que é porque as opções são infinitas e me vejo meio indecisa. Mas aguardem, ela virá.

Quinta-feira, Julho 26, 2007

A partir de uma idéia da revista Entertainment Weekly, o pessoal do Rosebud é o Trenó criou uma lista das 10 Melhores Músicas de Amor.
Achei bacana, então aí vai a minha. Com direito a trilha sonora nacional e internacional, tipo novela da Globo. Começo pelo mundo; aguardem o Brasil.

1) It Had to Be You
Letra | Música | História

2) Like a Virgin
Letra | Música | História

3) Enjoy the Silence
Letra | Música | História

4) Let’s Stay Together
Letra | Música | História

5) Bizarre Love Triangle
Letra | Música | História

6) Head Over Feet
Letra | Música | História

7) Ain’t No Other Man
Letra | Música | História

8) Whole Wide World
Letra | Música | História

9) Can’t Take My Eyes Off You
Letra | Música | História

10) The End
Letra | Música | História

-Monix-

Clínica de abortos perde clientes em Oiã

Julho 26, 2007

“Oferta” em hospitais públicos faz diminuir recurso à unidade privada

Esta é a manchete do Diário As Beiras, da região central de Portugal, onde recentemente foi realizado um plebiscito cujo resultado foi favorável à eliminação da proibição da interrupção voluntária da gravidez. O balanço das primeiras semanas na legalidade vale a leitura.

-Monix-

Panamenidades

Julho 26, 2007

Ninguém mais lembra – afinal, faz 10 dias! – mas a abertura foi muito bacana, com vaia e tudo. Eu me pergunto se para os de fora não foi tão chata quanto as outras foram pra mim, porque é sempre um show sobre o umbigo do anfitrião, né mesmo? E como é que a gente traduz a Adriana Partimpim naquela cadeirona cantando Caymmi? Como é que se legenda uma força feito o Cordel do Fogo Encantado? Só em português brasileiro é que dá pra sacar toda a poesia daqueles momentos.
*
Eu não sou a torcedora típica, vocês sabem que o Pacheco aqui de casa é outro. Mas depois do acidente da Tam o Pan passou a ser a melhor parte do noticiário.
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A torcida andou dando uns vexames, vamos admitir. Bem coisa de carioca, que começa na galhofa, se anima, passa dos limites e perde a loção (agora o Marcos VP abriu deu uma risadinha ali que eu vi!). Mas um evento como esses acaba servindo também para educar as platéias, espero eu.
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Prefiro destacar a as sacadas criativas, como acompanhar o Danúbio Azul com palmas (no jogo de vôlei masculino). Ou, a melhor de todas até agora: na cerimônia de abertura, o cartola mexicano cumprimenta a platéia, e inicia seu discurso:
– Hoy….
E faz a pausa que a galera aproveita e responde:
– OOOOOOOIIIIII!
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A dispensa do Ricardinho virou um babado que eu vou te contar! De fato, é uma grande notícia que o recém eleito melhor jogador do mundo, capitão da seleção, seja dispensado etcetera e tal. Mas veja bem: o técnico já falou em desgaste, estress da relação, problemas de comportamento, atraso… O que mais precisa explicar, gentem? Precisam que soletre? Ou é a sede por detalhes sórdidos?
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Eu não me acostumo com essa metamorfose do pingue-pongue, nesses eventos vira tênis de mesa!
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O astral da cidade é maravilhoso, um clima assim meio copa do mundo, sabe? O povo animado, tomando o que lhe pertence: as ruas. Foi uma cena memorável pegar o metrô no sábado, às 9 da noite, e encontrá-lo cheio, com famílias, turistas, grupos de amigos.

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Agora vem cá, memoráveis mesmo são os garotos da natação, heim? Aquele bando de menino sarado, criado a toddynho, com aqueles corpos intermináveis, amplos, belíssimos. O verdadeiro espetáculo do crescimento, benzadeus!

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Só um lembrete: Obina voltou!

Helê

8:37 AM
Comments (13)

Máximas mothernas

Segunda-feira, Julho 23, 2007


Ouvindo a amiga explicar pro filho que não, ela não pode falar com ele agora porque está ao telefone:
– Filho é tudo igual, só muda o nome (às vezes) e o endereço.

Para a mãe de dois que, na primeira vez em meses que fez um programa solo, ficou o tempo todo achando que estava esquecendo alguma coisa:
– A pessoa pode sair sem o filho, o filho não sai da pessoa.

Duas Fridas

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